Archive for the ‘Arte’ Category

O homem na Lua – quarenta anos depois

julho 7, 2009

 

 

“É um pequeno passo para um homem,
mas um gigantesco salto para a Humanidade”.

Neil Armonstrong, ao pisar na Lua em 20 de julho de 1969

No dia 20 de junho próximo é comemorado o aniversário da chegada do homem à Lua. Desde o feito inédito, já se foram quarenta anos. A “conquista” da  Lua foi alvo de disputa política e despertou a imaginação humana na época. Recordo-me do cinema. Para mim, sem o filme 2001, uma Odisséia no Espaço,  as imagens do homem chegando e “passeando” na Lua não teriam o mesmo  impacto.

Muitos dos que já viviam se lembram daquele dia como singular. Uma emissora de televisão faz, agora, uma chamada para um especial sobre a efeméride. Solicita que personalidades famosas relatem o que estavam fazendo naquele dia.

Eu era, então, um jovem com olhos pregados na televisão. A visão daquela figura meio cangurulesca saltitando pela Lua deu-me a sensação de que, para o homem, nada era impossível.

Bom ser jovem, crédulo e vivendo a certeza de que pertencia a uma espécie ainda imperfeita, mas quase divina.

Quarenta anos depois, o entusiasmo arrefeceu. Nas viagens espaciais, não se foi muito mais longe. A consciência das enormes distâncias cósmicas é hoje mais presente. A minha crença sobre a quase divindade da espécie humana também se foi.

Estamos tão longe de aspirar à divindade quanto as estrelas que, então, desafiavam a nossa imaginação.

Saudades…

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Arte e Revolução

abril 25, 2009

cuban-poster-51Tempos revolucionários costumam abrir espaço para manifestações artísticas mais ousadas e originais. Pena que isso não dura muito. Algum tempo depois da revolução, burocratas começam a pontificar sobre formas de comunicação, correção de linguagem, correção ideológica etc. Resultado: expressões “oficiais” de arte, sem inspiração, realisticamente equivocadas etc.

Acabo de ler no twitter do meu amigo Bernie Dodge uma nota sobre posters cubanos dos anos sessenta. As produções da época estavam descoladas da influência soviética e do realismo socialista. As obras são de muita originalidade e criatividade. Conhecemos uma delas, a famosa foto do Che. Outras não tiveram carreira tão longa e universal, mas merecem ser vistas. Copiei duas delas aqui. Para ver a fonte indicada pelo Bernie, uma coleção bastante expressiva dos cartazes cubanos dos anos sessenta, basta clicar no poster abaixo.

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1968: mais artes plásticas

agosto 4, 2008

Inciamos, há pouco tempo, a postagem de obras de artes plásticas criadas em 1968 e influenciadas pelos acontecimentos daquele ano. Antonio Morales também postou  um artigo de Almandrade a respeito do tema: As Artes Plásticas na Década de 60 e em Maio de 1968 . Com este post, enriquecemos a categoria com reproduções de obras de Claudio Tozzi:

Cláudio Tozzi - Multidão - 1968

Cláudio Tozzi - Multidão - 1968

 

 

 

 

Cláudio Tozzi - Guevara Vivo ou Morto - 1967

 
 
 
 
A obra à direita é de 1967. Mas, é tão 68 que vale figurar na galeria.
 
 
 
 
 
 
Cláudio Tozzi - A prisão - 1968

Cláudio Tozzi - A prisão - 1968

Para continuar, duas reproduções da mesma obra de Antonio Manuel:
  
Esta obra de Antonio Manuel foi objeto de um estudo  – Arte e movimento estudantil: uma análise de uma obra de Antonio Manuel, disponível na Internet.
 
 
 
 
 
 
 
 
 A reprodução da obra de Maurício Nogueira Lima – Não Entre à Esquerda – que encerra este post, também não é de 1968. É de 1964. Mas, não tem tudo a ver?

 

                                          José Antonio Küller

Cleo e Daniel

julho 31, 2008

Faleceu no dia 23 de maio de 2008, aos 77 anos, em São Paulo, Roberto Freire, “anarquista, escritor e terapeuta” como ele mesmo costumava se apresentar.

Seu primeiro e principal livro Cleo e Daniel (que mais tarde foi transformado em filme dirigido pelo próprio autor) foi publicado em 1966, contudo fui lê-lo apenas em 1969.

“Cleo e Daniel causou um bom estrago nas cartas marcadas da percepção oficial sobre o comportamento da juventude da época, que forçava a barra em busca de novos caminhos. Pela primeira vez se descortinava um mundo subterrâneo e emergente, circunscrito às conversas e tragédias pessoais de um país sob o tacão da ditadura.

O choque de gerações era confundido com um embate ideológico tradicional, entre a ruptura e o acomodamento, e não o acúmulo de problemas humanos intensificados pela urbanização caótica e a escassez econômica.

Era um desencontro de culturas, que tentava colocar debaixo do tapete o vulcão de problemas coletivos como internamentos, choques elétricos, drogas.” (comentário encontrado na internet, sem autoria, (pelo menos não consegui descobri-la) mas que considero muito interessante sobre a obra)

Por uma desses caminhos tortuosos que não sabemos como se encadeiam, voltei a tomar contato com seu nome e sua obra graças a seu filho Paulo Freire, violeiro arretado, homônimo do grande educador brasileiro.

Em uma de suas apresentações no Sesc de Bauru, junto com seus CDs, oferecidos aos presentes lá estava o CD – Roberto Freire, Vida de artista – com poemas de seu pai, musicados por vários artistas.