Cleo e Daniel

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Faleceu no dia 23 de maio de 2008, aos 77 anos, em São Paulo, Roberto Freire, “anarquista, escritor e terapeuta” como ele mesmo costumava se apresentar.

Seu primeiro e principal livro Cleo e Daniel (que mais tarde foi transformado em filme dirigido pelo próprio autor) foi publicado em 1966, contudo fui lê-lo apenas em 1969.

“Cleo e Daniel causou um bom estrago nas cartas marcadas da percepção oficial sobre o comportamento da juventude da época, que forçava a barra em busca de novos caminhos. Pela primeira vez se descortinava um mundo subterrâneo e emergente, circunscrito às conversas e tragédias pessoais de um país sob o tacão da ditadura.

O choque de gerações era confundido com um embate ideológico tradicional, entre a ruptura e o acomodamento, e não o acúmulo de problemas humanos intensificados pela urbanização caótica e a escassez econômica.

Era um desencontro de culturas, que tentava colocar debaixo do tapete o vulcão de problemas coletivos como internamentos, choques elétricos, drogas.” (comentário encontrado na internet, sem autoria, (pelo menos não consegui descobri-la) mas que considero muito interessante sobre a obra)

Por uma desses caminhos tortuosos que não sabemos como se encadeiam, voltei a tomar contato com seu nome e sua obra graças a seu filho Paulo Freire, violeiro arretado, homônimo do grande educador brasileiro.

Em uma de suas apresentações no Sesc de Bauru, junto com seus CDs, oferecidos aos presentes lá estava o CD – Roberto Freire, Vida de artista – com poemas de seu pai, musicados por vários artistas.

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