O PASQUIM

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Procurando informações sobre O pasquim, deparei com o blog do Senhor Lázaro Barreto-74 anos, lá de Divinópolis-MG, onde ele comenta sobre sua coleção de O PASQUIM e analisa com lucidez e riqueza de informações o papel do hebdomanário, surgido na década de 60, que foi um símbolo de resistência à censura da ditadura militar.

Imediatamente enviei a ele um e-mail pedindo autorização para publicar a matéria aqui. Ele ainda não me respondeu, mas tenho a certeza que irá autorizar, então me adianto e publico o material mesmo assim. Se ele passar por aqui e decidir o contrário é só nos avisar que retiramos a matéria imediatamente. (Antonio Morales)

Minha Coleção do Hebdomanário PASQUIM

por Lázaro Barreto

Publicado por mais de 20 anos e distribuido semanalmente em todo país, o tablóide PASQUIM é o ponto alto da história do humorismo brasileiro veiculado através da imprensa escrita de ampla divulgação, alcançando culturalmente tanto a elite como a classe proletária, agindo não só como recreação instrutiva de alto teor estético como no papel de um posto avançado de defesa das liberdades democráticas e de combate (driblando a espessa e compacta censura oficial da época) aos casuísmos e arbitrariedades do absolutismo ditatorial implantado através do golpe militar do fatídico primeiro de abril de 1964, que durou enquanto pôde, até os primeiros anos da década de 80.

Para ler a matéria completa acessem a Página 36 ou o blog do Senhor Lázaro Barreto.

Uma resposta to “O PASQUIM”

  1. Eduardo Sposito Says:

    O Morales já me provocou com esse negócio do Pasquim, mas acho que vou ficar devendo, pelo menos uma contribuição maior.
    Sempre fui chegado nesse negócio de humor que tivesse um mínimo de inteligência, sem grosseria e apelações desnecessárias. E também sempre fui interessado na Imprensa em geral e não gostava de jogar fora o que lia.
    Daí acabei fazendo várias coleções. Além do Pasquim, tinha os Jornais Opinião e Movimento, Versus, Mad, Revistas do Henfil, Gibi e outras que me fogem da memória.. já que me livrei dessas coleções.
    E não foi fácil: durante mais de 20 anos, dezenas de mudanças em várias cidades, carreguei um calhamaço de mais de 20 volumes precariamente (mas resistentemente) encadernados pelos alunos de uma obra social de Rio Preto, lá pelo ano de 1982. Acabei doando tudo para a Biblioteca Municipal de Bauru, em 2004. (Espero que eles mantenham a coisa conservada)
    Antes do Pasquim, eu era fâ incondicional do Sergio Porto – o Stanislaw Ponte Preta – que morreu muito cedo – e tinha os dois Febeapás, as Tia Zulmira, e seus sobrinhos… Aliás, o pessoal do Pasquim colcocava o Stanislaw como seu patrono. (Ele é também o autor do “Samba do Crioulo Doido”
    Voltando ao Pasquim, o que eu lembro dele agora foi o que ficou na memória. E como dizia o Guimarães Rosa, os fatos têm mania de fazer um balancê e a gente acaba misturando as coisas. Mas vou tentando. E à medida que for lembrando, conto mais.
    O que eu mais curtia era logicamente o Henfil, mas as cronicas do Aldir Blanc são inigualáveis e antológicas. Imperdível também era o Ivan Lessa com suas afirmações definitivas. Se não me engano, aquela de que ” o Ser humano é inviável” é dele.
    O Millôr, com seu infinito poder de criação, segurando a peteca quando a redação toda do Pasquim “pegou uma gripe” nas prisões da ditadura. O Millôr tem uma áfirmação famosa, no primeiro número do Jornal:” Se o Pasquim for independente não dura quatro números. Se durar quatro números não é independente”. O que prova que ele também se enganou.
    É preciso lembrar o Jaguar ( criador do Sig, ratinho símbolo), o Ziraldo, o Claudius (sensacional!), Sergio Cabral, Sergio Augusto, Paulo Francis… haja memória.
    Por incrivel que pareça a piada mais famosa eu não vi (me contaram) pois estava no número que foi recolhido pela censura. Diz que aparecia o Castelo Branco dizendo:”Antes de mim o Brasil estava à beira do abismo.” (e aparecia o “mapa” do Brasil à beira do dito). Depois, o Costa e Silva dizendo: “Comigo, o Brasil deu um passo a frente” (e aparecia o “Brasil dando um passo para o abismo.) Aí aparecia o Garrastazu dizendo: “Ninguém segura esse País?”, olhando o “Brasil” despencando no abismo.

    Depois eu volto. Isso é uma ameaça! (Como se dizia no Pasca)

    Eduardo

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