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11 de setembro de 1973 – Chile

setembro 11, 2009

allende

Permito-me extrapolar dos anos 60 para 1973, pois o que ocorrreu no Chile em 1973 na data de hoje é consequência do cenário armado na América Latina durante a década de 60 pela política dos EUA para a região.(Antonio Morales)

Golpe militar no Chile. Em 11 de setembro de 1973, Pinochet toma o poder com a força das armas e o presidente constitucional Salvador Allende é “assassinado” no Palácio de la Moneda que foi bombardeado pelos militares golpistas.

O grande poeta uruguaio Mario Benedetti escreveu o poema abaixo
em homenagem a Allende e dá uma boa idéia da barbárie
do golpe e do que se seguiu.

ALLENDE

Para matar al hombre de la paz
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz
tuvieron que congregar todos los odios
y además los aviones y los tanques,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que bombardearlo hacerlo llama,
porque el hombre de la paz era una fortaleza

Para matar al hombre de la paz
tuvieron que desatar la guerra turbia,
para vencer al hombre de la paz
y acallar su voz modesta y taladrante
tuvieron que empujar el terror hasta el abismo
y matar mas para seguir matando,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que asesinarlo muchas veces
porque el hombre de la paz era una fortaleza,

Para matar al hombre de la paz
tuvieron que imaginar que era una tropa,
una armada, una hueste, una brigada,
tuvieron que creer que era otro ejercito,
pero el hombre de la paz era tan solo un pueblo
y tenia en sus manos un fusil y un mandato
y eran necesarios mas tanques mas rencores
mas bombas mas aviones mas oprobios
porque el hombre de la paz era una fortaleza

Para matar al hombre de la paz
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz
tuvieron que afiliarse siempre a la muerte
matar y matar mas para seguir matando
y condenarse a la blindada soledad,
para matar al hombre que era un pueblo
tuvieron que quedarse sin el pueblo.

Mario Benedetti

SOL, Caminhando contra o vento.

setembro 4, 2009

osol

O documentário SOL, Caminhando contra o vento, retrata a história do jornal O Sol, um dos primeiros veículos da imprensa alternativa brasileira, produzido diariamente durante seis meses, na década de 1960.

Criado num período conturbado, em 1968, momentos antes do governo militar decretar o AI-5, o diário impresso falava de cultura, política e educação por meio de sátiras.

O documentário narra a trajetória do jornal “O Sol”, que surgiu em 1968 e encarnou o espírito daquela época. O documentário reúne imagens de arquivo e entrevistas com participantes do projeto jornalístico Chico Buarque, Zuenir Ventura, Ana Arruda Callado, Gilberto Gil, Betty Faria, Gilberto Braga, Hugo Carvana, Ittala Nandi, Ruy Castro, Ziraldo, Carlos Heitor Cony e outros que tiveram grande importância para o projeto, como Caetano Veloso, cuja canção Alegria, alegria, contém a frase que fornece o subtítulo do filme e que em outro verso diz: …O SOL nas bancas de revistas… encarna com perfeição o espírito da época.

Um belo e emocionante documentário, especialmente para aqueles que como nós viveram os sonhos e aventuras dos anos 60.

Um jornal, uma geração, uma época.
1967/68. Brasil pós-golpe militar de 1964 e pré AI- 5. Passeatas estudantis, festivais de música, uma geração caminhando contra o vento. No coração do Rio de Janeiro nasce o jornal-escola O SOL, uma experiência única no jornalismo e na cultura brasileira.

Teve vida curta, porém intensa e simbolizou o espírito de uma
época. Através das páginas do SOL, de encontros e conversas com pessoas que participaram daquela experiência, de material de arquivo e músicas da época, é resgatada a história da chamada “geração 68”.

O documentário está disponível para ser baixado, clicando aqui.