41-Excertos do Livro vermelho

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Seleção de Eduardo Sposito

Mao Tse-Tung – O LIVRO VERMELHO – editora Martin Claret – 2002 CAP. XI – A LINHA DAS MASSAS

“Recolher as idéias das massas, concentrá-las e levá-las de novo às massas a fim de que estas as apliquem fortemente e chegar assim a elaborar justas de direção. Tal é o método fundamental de direção.” – p. 97
propósito dos métodos de direção” – 1 de junho de 1943

“Em todo o trabalho prático do nosso Partido, toda direção correta é necessariamente “das massas para as massas”. Isso significa recolher as idéias das massas (idéias dispersas, não sistemáticas), concentrá-las (transformá-las por meio do estudo em idéias sintetizadas e sistematizadas), ir de novo às massas para propagar e explicar essas idéias de maneira que as massas as tomem como suas, persistam nelas e as traduzam em ações; e ainda verificar a justeza dessas idéias no decorrer da própria ação das massas.

Depois é preciso voltar a concentrar as idéias das massas e levá-las outra vez às massas para que estas persistam nessas idéias e as apliquem firmemente. E assim por diante; repetindo-se infinitamente esse processo, as idéias vão se tornando cada vez mais concretas, mais vivas e mais ricas. Tal é a teoria marxista do conhecimento.” – ps. 97 e 98
Ibidem

CAP. XXVIII – OS COMUNISTAS

“Em nenhum momento e em nenhuma circunstância um comunista deve colocar seus interesses pessoais em primeiro plano; pelo contrário, ele deve subordiná-los sempre aos interesses da nação e das massas populares. É por isso que o egoísmo, o relaxamento no trabalho, a corrupção, o exibicionismo, etc. merecem o maior dos desprezos; enquanto a entrega desinteressada, o ardor no trabalho, a devoção à causa pública, o esforço intenso e tenaz merecem todo o respeito.” – p. 189

“O papel do Partido Comunista da China na guerra nacional” – outubro de 1938

“Os comunistas nunca devem julgar-se infalíveis nem tomar atitudes arrogantes, crendo-se bons em tudo e que os outros não servem para coisa alguma; nunca devem fechar-se em seu quarto, ser fanfarrões ou comportar-se como tiranos” – p. 192
novembro de 1941

CAP. XXXI – AS MULHERES

“Na China os homens estão geralmente sujeitos a três sistemas de autoridade (autoridade política, autoridade do clã, e autoridade religiosa) … Com respeito às mulheres, além de estarem submetidas a esses três sistemas de autoridade, elas se encontram ainda sujeitas ao homem (autoridade do marido).

Essas quatro formas de autoridade – política, clânica, religiosa e marital – encarnam o conjunto da ideologia do sistema feudal-patriarcal, e constituem as quatro cordas grossas que amarram o povo chinês, em especial os camponeses.

Mas acima descreveu-se já como os camponeses derrubaram, no campo, a autoridade política dos senhores da terra, a qual constituía a espinha dorsal de todos os outros sistemas de autoridade.

Derrubada essa autoridade, a autoridade clânica, a autoridade religiosa e a autoridade marital começam a oscilar… Entre os camponeses pobres, a autoridade marital foi sempre mais débil, pois as mulheres eram obrigadas, por necessidade econômica, a realizar mais trabalho físico do que as mulheres pertencentes às classes ricas, tendo portanto mais direito à palavra e maior poder de decisão quanto aos problemas familiares.

Nos últimos anos, com a ruína crescente da economia rural, as bases da dominação dos homens sobre as mulheres ficaram minadas. Recentemente, com o surgir do movimento camponês, em muitas localidades as mulheres começaram a organizar-se em associações rurais; chegou para elas o momento de levantarem a cabeça, e a autoridade marital oscila cada dia mais.” – p. 205

“Relatório sobre uma investigação feita em Hunam a propósito do movimento camponês” – março de 1927

“ É preciso fazer com que todas as mulheres capazes de trabalhar participem na frente de trabalho, segundo o princípio do salário igual para trabalho igual. Isso deve ser feito o mais depressa quanto possível.” – p. 207

Nota introdutória a “Programa da Federação Democrática de mulheres do distrito de Hsingtai” – 1955

Uma resposta to “41-Excertos do Livro vermelho”

  1. Xi realinha a política do Partido Comunista Chinês a novas realidades | Blog do Renato Says:

    […] (https://josekuller.wordpress.com/41-excertos-do-livro-vermelho/) e em marxists.org (http://www.marxists.org/portugues/mao/1943/06/01.htm) [NTs]). […]

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