1968- Um homem fazendo a diferença

Novembro 6, 2009 por Antonio Morales

SÉRGIOMACACO: O HOMEM QUE FEZ A DIFERENÇA

sergiomacaco

Por WB, em 15/06/2008

Dia 12 de junho de 1968, o capitão para-quedista Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho, convocado a uma reunião, foi recebido no gabinete do ministro da Aeronáutica pelos brigadeiros Hipólito da Costa e João Paulo Burnier, que viria a se tornar conhecido como torturador e assassino.

Sérgio era admirado por indianistas como os irmãos Vilas-Boas e o médico Noel Nutels. Foi amigo de caciques como Raoni, Kremure, Megaron, Krumari e Kretire. Os índios o chamavam “Nambiguá caraíba” (homem branco amigo).

Aos 37 anos, Sérgio Macaco (como era conhecido na Aeronáutica) já tinha seis mil horas de vôo e 900 saltos em missões humanitárias, de resgate e socorro em geral. Todavia o tipo de tarefa que lhe seria proposta ali pelos oficiais não era nem um pouco digna ou solidária.

- O senhor tem quatro medalhas por bravura, não tem? – indagou Burnier.

Sérgio respondeu afirmativamente. Então o brigadeiro continuo u:

- Pois a quinta, quem vai colocar no seu peito sou eu. – Fez uma pausa. – Capitão, se o gasômetro da avenida Brasil explodir às seis horas da tarde, quantas pessoas morrem?

Achando que a pergunta se referia apenas à remota hipótese de um acidente na cidade do Rio de Janeiro, Sergio respondeu:

- Nessa hora de movimento, umas 100 mil pessoas.

Foi nesse momento que os dois brigadeiros começaram a explicar um terrível plano terrorista das Forças Armadas e qual deveria ser a participação de Sérgio. Os dois propuseram que ele, acompanhado por outros para-quedistas, colocasse bombas na porta da Sears, do Citibank, da embaixada americana, causando algumas mortes.

Em seguida viria a grande carnificina: queriam que dinamitasse a Represa de Ribeirão das Lajes e, simultaneamente, explodisse o gasômetro. As cargas, de efeito retardado, seriam colocadas pelo capitão Sérgio, que depois ficaria aguardando, no Campo dos Af onsos, o surgimento duma grande claridade.

Aí ele decolaria de helicóptero e aportaria no local da tragédia posando de bonzinho, prestando socorro a milhares de feridos e recolhendo mortos vítimados pela ação da própria Aeronáutica.

Colocariam a culpa nos grupos esquerdistas que lutavam contra a ditadura. Sérgio seria tido como herói por salvar as supostas vítimas dos “comunistas” e receberia sua quinta medalha, enquanto a ditadura teria um pretexto para aumentar a repressão a socialistas e democratas.

O capitão se negou a participar de uma ação tão vil. Declarou corajosamente aos bandidos fardados:

- O que torna uma missão legal e moral não é a presença de dois oficiais-generais à frente dela, o que a torna legal é a natureza da missão.

Outros em seu lugar simplesmente encolheriam os ombros e obedeceriam aos superiores, iriam se desculpar dizendo que estavam apenas “cumprindo ordens”.

Mas Sérgio era é tico, íntegro, não tinha obediência cega a ninguém, seguia acima de tudo sua consciência e valores. Era um homem de verdade: denunciou o plano diabólico e evitou aquela que seria a maior tragédia da nossa história.

Foi perseguido pela ditadura, discriminado, removido para o Recife, reformado na marra aos 37 anos, cassado pelo AI-5 e pelo Ato Complementar 19, curtiu prisão… só não puderam quebrar-lhe integridade e honra, sua firmeza de ser humano. Sérgio se recusou a ser anistiado. “Anistia-se a quem cometeu alguma falta”, costumava dizer. “Não posso ser anistiado pelo crime que evitei”.

Em 1970, necessitando de um tratamento de coluna, aconselharam-no a não se internar em unidade militar, pois certamente seria assassinado lá dentro. Graças ao jornalista Darwin Brandão, com auxílio do médico Sérgio Carneiro, o capitão acabou sendo tratado clandestinamente no Hospital Miguel Couto.

Nos anos 90, o Supremo Tribunal Feder al determinou indenização e promoção de Sérgio a brigadeiro. Tal sentença dependia, porém, da assinatura de Itamar Franco. Itamar, como se sabe, não é nenhum modelo de virtude e, não por acaso, foi vice do corrupto Fernando Collor de Mello, que foi prefeito biônico de Maceió durante a ditadura e se criou politicamente graças ao regime militar…

Por seis meses, o presidente Itamar Franco, mesmo sabendo que Sérgio estava acometido de um câncer terminal no estômago? Guardou, na gaveta, a sentença do STF favorável ao capitão. Só a assinou três dias depois da morte do herói ocorrida em 4 de fevereiro de 1994.

Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho (cuja história é narrada no documentário “O Homem que disse Não” do diretor francês Olivier Horn) foi enterrado no cemitério São Francisco Xavier no Caju sem honras militares.

É lembrado, entretanto, por todos aqueles que valorizam vida, ética, honestidade, coragem. Sérgio provou qu e, ao contrário do que muitos dizem, uma pessoa pode mudar a História: cada um de nós faz diferença no mundo.

Publicado anteriormente no Blog do Nassif

Os carbonários

Outubro 21, 2009 por Antonio Morales

carbonarios2

” Nossa geração teve pouco tempo
começou pelo fim
mas foi bela nossa procura
mesmo com tanta ilusão perdida
quebrada,
mesmo com tanto caco de sonho
onde até hoje
a gente se corta

Alex Polari

Acabei de reler OS CARBONÁRIOS, de Alfredo Sirkis. Para nós que fomos jovens e estudantes universitários na década de 60 e vivemos a luta de uma parcela da juventude brasileira contra a ditadura militar, o livro traz muitas lembranças. Vamos dizer assim: traz tudo à tona novamente. Sentimentos contraditórios nos assaltam durante a leitura.

“Considerada a melhor história dos anos de chumbo, vencedora do prêmio Jabuti, a narrativa de Sirkis se refere a um período de 43 meses, entre outubro de 1967 e maio de 1971. Um relato sobre o movimento estudantil de 1968 e seu esmagamento pelo regime militar; como um jovem secundarista se torna um guerrilheiro urbano; o sequestro dos embaixadores da Alemanha e da Suiça e a liberdade de 110 presos políticos; as façanhas e os dilemas de carlos Lamarca; a crise e a destruição da guerrilha. Um testemunho real, eletrizante e cheio de suspense.” ( contra capa da edição BestBolso de Os carbonários)

Apesar de ser um texto para vender o livro, resume muito bem o que é a obra. Imprescindível para quem deseja compreender o período e os sonhos e aventuras dos jovens que o viveram.

Mestra no ofício de cantar a vida

Outubro 6, 2009 por José Antonio Küller

 

Do blog Prosa e Verso de Boteco, extraímos o seguinte excerto de um texto da Professora Aracéli Zampronha:

“Realizar o ofício tira você de cena e introduz o maior que você naquele lugar; e aquele lugar passa a unir a mente, o coração e o corpo da gente a um domínio maior e mais rico. Abre uma porta e uma janela para a vastidão do horizonte onde antes só havia uma sala fechada. Quem realiza esse ofício traz o fogo do sagrado para o mundo. A exigência dos seres de ofício está unida ao amor que professam. Quando trabalham, realizam o ofício de amar o mundo, celebram a possibilidade de encontro  humano mais verdadeiro.

E partiu para sempre, neste domingo, 4 de outubro de 2009, nossa Mercedes Sosa, a que melhor representou esse amor.”

E para matar saudades, postamos Gracias a la Vida!

11 de setembro de 1973 – Chile

Setembro 11, 2009 por Antonio Morales

allende

Permito-me extrapolar dos anos 60 para 1973, pois o que ocorrreu no Chile em 1973 na data de hoje é consequência do cenário armado na América Latina durante a década de 60 pela política dos EUA para a região.(Antonio Morales)

Golpe militar no Chile. Em 11 de setembro de 1973, Pinochet toma o poder com a força das armas e o presidente constitucional Salvador Allende é “assassinado” no Palácio de la Moneda que foi bombardeado pelos militares golpistas.

O grande poeta uruguaio Mario Benedetti escreveu o poema abaixo
em homenagem a Allende e dá uma boa idéia da barbárie
do golpe e do que se seguiu.

ALLENDE

Para matar al hombre de la paz
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz
tuvieron que congregar todos los odios
y además los aviones y los tanques,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que bombardearlo hacerlo llama,
porque el hombre de la paz era una fortaleza

Para matar al hombre de la paz
tuvieron que desatar la guerra turbia,
para vencer al hombre de la paz
y acallar su voz modesta y taladrante
tuvieron que empujar el terror hasta el abismo
y matar mas para seguir matando,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que asesinarlo muchas veces
porque el hombre de la paz era una fortaleza,

Para matar al hombre de la paz
tuvieron que imaginar que era una tropa,
una armada, una hueste, una brigada,
tuvieron que creer que era otro ejercito,
pero el hombre de la paz era tan solo un pueblo
y tenia en sus manos un fusil y un mandato
y eran necesarios mas tanques mas rencores
mas bombas mas aviones mas oprobios
porque el hombre de la paz era una fortaleza

Para matar al hombre de la paz
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz
tuvieron que afiliarse siempre a la muerte
matar y matar mas para seguir matando
y condenarse a la blindada soledad,
para matar al hombre que era un pueblo
tuvieron que quedarse sin el pueblo.

Mario Benedetti

SOL, Caminhando contra o vento.

Setembro 4, 2009 por Antonio Morales

osol

O documentário SOL, Caminhando contra o vento, retrata a história do jornal O Sol, um dos primeiros veículos da imprensa alternativa brasileira, produzido diariamente durante seis meses, na década de 1960.

Criado num período conturbado, em 1968, momentos antes do governo militar decretar o AI-5, o diário impresso falava de cultura, política e educação por meio de sátiras.

O documentário narra a trajetória do jornal “O Sol”, que surgiu em 1968 e encarnou o espírito daquela época. O documentário reúne imagens de arquivo e entrevistas com participantes do projeto jornalístico Chico Buarque, Zuenir Ventura, Ana Arruda Callado, Gilberto Gil, Betty Faria, Gilberto Braga, Hugo Carvana, Ittala Nandi, Ruy Castro, Ziraldo, Carlos Heitor Cony e outros que tiveram grande importância para o projeto, como Caetano Veloso, cuja canção Alegria, alegria, contém a frase que fornece o subtítulo do filme e que em outro verso diz: …O SOL nas bancas de revistas… encarna com perfeição o espírito da época.

Um belo e emocionante documentário, especialmente para aqueles que como nós viveram os sonhos e aventuras dos anos 60.

Um jornal, uma geração, uma época.
1967/68. Brasil pós-golpe militar de 1964 e pré AI- 5. Passeatas estudantis, festivais de música, uma geração caminhando contra o vento. No coração do Rio de Janeiro nasce o jornal-escola O SOL, uma experiência única no jornalismo e na cultura brasileira.

Teve vida curta, porém intensa e simbolizou o espírito de uma
época. Através das páginas do SOL, de encontros e conversas com pessoas que participaram daquela experiência, de material de arquivo e músicas da época, é resgatada a história da chamada “geração 68″.

O documentário está disponível para ser baixado, clicando aqui.

BEATLES: Hey Jude.

Agosto 31, 2009 por José Antonio Küller

Por Olga M S Marcondes de Moraes

Uma empresa de telefonia móvel inglesa promoveu essa mobilização na Trafalgar Square, em Londres, reunindo mais de 13 mil pessoas.

 A empresa simplesmente mandou um convite pelo celular: “esteja na Trafalgar Square tal dia, tal horário”. E nada mais foi dito. Os que foram acharam que iriam dançar, como tem acontecido em outras mobilizações desse tipo por lá.

Mas, na hora, distribuiram microfones aos borbotões e fizeram um karaokê gigante, de surpresa!!! E todo mundo que estava na praça, quem estava passando, quem nem sabia do convite, cantou junto.

Se você um dia curtiu os Beatles, vai gostar. Clique no link abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=orukqxeWmM0

Beatles: A última foto?

Agosto 22, 2009 por José Antonio Küller

 

Através da página: http://osomqueouves.blogspot.com/2008/08/no-dia-22-de-agosto-de-1969-ltima.html, tomamos contato com a seguinte matéria:

No dia 22 de Agosto de 1969 – a última sessão fotográfica Não se sabe se é exatamente esta a última fotografia. Sabe-se que foi nesta sessão em Tittenhurst Park, na casa de John Lennon e Yoko Ono, que o fotógrafo Ethan A Russell se tornou responsável por ser o último tipo com uma máquina fotográfica a ver os quatro genios juntos. Podem ver a sessão completa aqui.

Beatles – Foto da Capa de Abbey Road completa 40 anos

Agosto 7, 2009 por José Antonio Küller

 

O link a seguir permite o acesso a um vídeo da BBC que aborda o aniversário, em 08/08/2009, da foto da capa do álbum Abbey Road, dos Beatles.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2009/08/090807_abbey_road_video.shtml

Do Álbum, postamos Because:

Woodstock faz 40 anos

Agosto 3, 2009 por José Antonio Küller

Em 5 de agosto o Festival de Woodstock completa quarenta anos. Para marcar a data, replicamos matéria hoje publicada no CORREIO da Bahia. A foto anterior foi incluída por nós.


Símbolo da contracultura dos 60: Woodstock, marcou gerações

Ivan Dias Marques | Redação CORREIO

Aqueles que se dirigiram à fazenda Yargur,emBethel, no estado de Nova York, na tarde de15 de agosto de 1969, jamais imaginariam a quantidade de pessoas que tiveram a mesma ideia de prestigiar os três dias da Feira de Música e Arte de Woodstock. Também não conseguiriam prever o quão importante aquele evento seria para a história da cultura pop. Lá se vão 40 anos de paz e amor, companheirismo e apelo a um mundo melhor. Quatro décadas de ideais que continuam em alta, talvez ainda mais importantes nos dias de hoje.


Janis era, talvez, a artista favorita e mais esperada pelo público
Foto: Divulgação


O momento americano era tenso: corrida armamentista, Guerra do Vietnã… “Woodstock se tornou um manifesto, um símbolo das mudanças que borbulharam na primeira metade e transbordaram durante a segunda metade dos anos 60 nos Estados Unidos”, explica o radialista Pete Fornatale, autor do livro Woodstock, lançado pela editora Agir e que traz depoimentos de artistas, organizadores, jornalistas e gente simples que esteve em Bethel em 1969. Para ele, o evento “nos fez sentir o êxtase de estarmos vivos”.

Milhares de jovens (hippies na maioria) abraçaram a ideia criada por Michael Lang, John Roberts, Joel Rosenman e ArtieKornfeld. Só que os organizadores, que contavam com 75 mil pessoas no máximo, é que não estavam preparados para isso.

Lendário

Meio milhão de loucos por sexo, drogas e rock’n’roll piraram durante três dias de festa e causaram um engarrafamento de dezenas de quilômetros, onde andar a pé era mais rápido do que de carro. Quem ficou nos automóveis trocava ideias, maconha e vinho. “À medida que o tempo passou, a lenda, o mito de Woodstock, se tornou maior do quearealidade”,de- clara no livro Graham Nash, do Crosby, Stills, Nash & Young.

Os produtores enfrentaram problemas com o transporte demúsicos, falta de água e comida, e muita, muita lama provocada por chuvas. O público não parecia ligar muito para isso. Ansiosamente, esperava alguns dos shows mais inesquecíveis da história da música. Coube ao folkman Richie Havens abrir a festa. E se saiu muito bem. Até hoje, ele, com 68 anos, carrega o espírito da festa, sempre vestindo bata e com ideais de paz.


Banda inglesa ‘Thw Who’ era uma das mais importantes
Foto: Divulgação

Após Richie seguiram Joan Baez, Janis Joplin, The Who, Jefferson Airplane,Creedence Clearwater Revival, Joe Cocker, Crosby, Stills, Nash & Young e Jimi Hendrix, entre outros. Todos reunidos em prol da boa música.

Na telona

Quem só conhece o clima do festival através de histórias, fotos e documentários antigos, vai poder saber mais do que aconteceu naqueles três dias de agosto de 1969, a partir de 18 de setembro, quando deve estrear no Brasil o filme Taking Woodstock, de Ang Lee (O segredo de Brokeback Mountain).

O longa, que conta com Emile Hirsch (Nanatureza selvagem) e Paul Dano (Sangue negro), é baseado no livro Aconteceu em Woodstock, de Elliot Tiber, o homem que possuí a aautorização para que o festival rolasse em Bethel e que foi fundamental no processo. A publicação chega ao Brasil em setembro pela editora Record.

Se chegar perto do sucesso que foi o filme oficial da festa, Woodstock (1970), já serábom. A obra de Michael Wadleigh faturou o Oscar de melhor documentário em 71.


Joan Baez foi escolhida de última hora para fechar o primeiro dia
Foto: Divulgação

Uma das melhores definições de como o evento foi abraçado por todos veio de um outro diretor de cinema, o mestre Martin Scorsese, que disse ao autor de Woodstock: “Quando olho para a segunda metade dos anos 60, percebo que foi o único período em que ouvi falar a sério sobre o amor como uma força para combater a ambição, o ódio, e a violência”.

Joplin – Era o auge da carreira da mítica cantora. Muito feeling, muito rock e muitas drogas. Janis era, talvez, a artista favorita e mais esperada pelos 500 mil presentes em Bethel. Sua performance enlouqueceu o público, o que fez a produção desculpar as bebedeiras e confusões nos bastidores da festa.

Who – A banda inglesa era uma das mais importantes em 69. Devido ao atraso e ao tumulto, o guitarrista Pete Townshend ficou irritado e nervoso, e acabou batendo com o instrumento na cabeça do ativista Abbie Hoffman, que invadiu o show do grupo para fazer um discurso. O público apoiou Pete e a apresentação do TheWho entrou para a história como uma das melhores de Woodstock.

Joe Cocker – O jovem inglês não era uma das atrações mais conhecidas em Bethel, mas sua apresentação, na abertura do último dia, se tornou lendária. Com um jeito diferente de cantar, cheio de tiques, trejeitos e expressões, Joe Cocker conquistou todos. O final do show, com a visceral versão de With a little help of my friends, dos Beatles, é um dos grandes e mais emocionantes momentos da história do rock.

Hendrix – O maior guitarrista da história do rock fechou Woodstock em grande estilo. Jimi Hendrix subiu ao palco na manhã da segunda e a maioria do público já tinha voltado para casa. Quem ficou, foi testemunha de um dos ápices do festival. Do nada, Hendrix tocou o hino americano, num festejado ato patriótico.

Jimmy Hendrix tocando o hino americano
Foto: Divulgação

Baez – Frágil e grávida de seis meses, Joan, a musa do folk, era o maior símbolo do Woodstock politizado. O marido, David Harris, estava preso por fugir do alistamento militar. A cantora, que foi escolhida de última hora para fechar o primeiro dia do festival, discursou, cantou e emocionou o público da fazenda.

(Notícia publicada na edição de 03/08/2009 do CORREIO)

The Beatles: Abbey Road

Julho 26, 2009 por José Antonio Küller

Abbey Road é o 12° e penúltimo álbum dos Beatles. Foi lançado em 26 de setembro de 1969, quase quarenta anos atrás. Leva o mesmo nome de uma rua de Londres onde ficava o estúdio Abbey Road. Apesar de ter sido o penúltimo álbum lançado pela banda, foi o último a ser gravado.

Para recordar, postamos um vídeo com músicas do álbum, cenas da rua e outras imagens da época.