REPASSANDO…

Novembro 27, 2009 por José Antonio Küller

Olá! Meu nome é Jean e sou pai da PIETRA. Esta menina que aparece nas fotos.

 Estou escrevendo para solicitar sua ajuda, pois ela esta desaparecida desde o dia 28/11/08.

Por favor não retorne ..nem apague… passe adiante!!! Estou pedindo pelo amor de DEUS que se você tiver qualquer informação sobre ela me avise.

Estou enviando este e-mail para vocês para que possam reenvia-lo para o maior numero de pessoas possível e caso tenham alguma informação. Por favor entrem em contato comigo. Se fosse sua filha voce reenviaria … Pense nisso! Muito obrigado Jean E-mail: jeanneves@terra. com.br Cel (47)8413-443

 Pelo Amor de DEUS, DIVULGUE essa Foto!!! Pelo Amor de DEUS, ajude a passar essa foto, para o maior número de pessoas possível !!! Esta garotinha foi seqüestrada na Praia do Engenho, litoral norte de SP, ao lado de Barra do Una.

Passe a foto adiante, o custo é zero e pode ajudar muito. Deus com certeza há de recompensar- te por isso. Hoje estás ajudando alguém… Amanhã tu poderás ser o ajudado. Pense nisso! Não fiques indiferente! … Que DEUS abençoe a todos quantos ajudarem! Informações: Disque Denúncia> 0800 15 63 15 ou DEIC / DIVISÃO ANTI – SEQÜESTRO > (11)3823-5867 (11)3823-5867 (11)3823-5867 (11)3823-5867 ou3823-5868

Glória partida ao meio

Novembro 23, 2009 por Antonio Morales


Na próxima quarta-feira, 25/11, a partir das 19h, no Espaço Unibanco
(Rua Augusta, 1475 – próximo à Avenida Paulista), Paulo Martins estará lançando um livro surpreendente: GLÓRIA PARTIDA AO MEIO.

Trata-se de um romance que tem como cenário a capital paulista nos tempos sombrios da ditadura militar.

Para o escritor e poeta Ruy Espinheira, “o autor, que por muitos anos viveu na clandestinidade, tendo sofrido também prisões e torturas,
pôs no livro muito de sua própria experiência, mas não escreveu uma
autobiografia: escreveu um romance.

Conseguiu extrair uma história de amor (…) O livro de Paulo Martins
nos oferece a mais ampla e contundente visão da época da ditadura no País”. O escritor Hélio Pólvora, responsável pelo prefácio, enfatiza:
“Quem foi jovem e participou, ainda que de forma discreta, do seu foco narrativo, o lerá para não mais esquecer.

Um belo romance de Paulo Martins, cheio de vida e rebeldia, em tudo e
por tudo diferente dos dessangrados e esotéricos romances dos nossos dias”.

1968- Um homem fazendo a diferença

Novembro 6, 2009 por Antonio Morales

SÉRGIOMACACO: O HOMEM QUE FEZ A DIFERENÇA

sergiomacaco

Por WB, em 15/06/2008

Dia 12 de junho de 1968, o capitão para-quedista Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho, convocado a uma reunião, foi recebido no gabinete do ministro da Aeronáutica pelos brigadeiros Hipólito da Costa e João Paulo Burnier, que viria a se tornar conhecido como torturador e assassino.

Sérgio era admirado por indianistas como os irmãos Vilas-Boas e o médico Noel Nutels. Foi amigo de caciques como Raoni, Kremure, Megaron, Krumari e Kretire. Os índios o chamavam “Nambiguá caraíba” (homem branco amigo).

Aos 37 anos, Sérgio Macaco (como era conhecido na Aeronáutica) já tinha seis mil horas de vôo e 900 saltos em missões humanitárias, de resgate e socorro em geral. Todavia o tipo de tarefa que lhe seria proposta ali pelos oficiais não era nem um pouco digna ou solidária.

- O senhor tem quatro medalhas por bravura, não tem? – indagou Burnier.

Sérgio respondeu afirmativamente. Então o brigadeiro continuo u:

- Pois a quinta, quem vai colocar no seu peito sou eu. – Fez uma pausa. – Capitão, se o gasômetro da avenida Brasil explodir às seis horas da tarde, quantas pessoas morrem?

Achando que a pergunta se referia apenas à remota hipótese de um acidente na cidade do Rio de Janeiro, Sergio respondeu:

- Nessa hora de movimento, umas 100 mil pessoas.

Foi nesse momento que os dois brigadeiros começaram a explicar um terrível plano terrorista das Forças Armadas e qual deveria ser a participação de Sérgio. Os dois propuseram que ele, acompanhado por outros para-quedistas, colocasse bombas na porta da Sears, do Citibank, da embaixada americana, causando algumas mortes.

Em seguida viria a grande carnificina: queriam que dinamitasse a Represa de Ribeirão das Lajes e, simultaneamente, explodisse o gasômetro. As cargas, de efeito retardado, seriam colocadas pelo capitão Sérgio, que depois ficaria aguardando, no Campo dos Af onsos, o surgimento duma grande claridade.

Aí ele decolaria de helicóptero e aportaria no local da tragédia posando de bonzinho, prestando socorro a milhares de feridos e recolhendo mortos vítimados pela ação da própria Aeronáutica.

Colocariam a culpa nos grupos esquerdistas que lutavam contra a ditadura. Sérgio seria tido como herói por salvar as supostas vítimas dos “comunistas” e receberia sua quinta medalha, enquanto a ditadura teria um pretexto para aumentar a repressão a socialistas e democratas.

O capitão se negou a participar de uma ação tão vil. Declarou corajosamente aos bandidos fardados:

- O que torna uma missão legal e moral não é a presença de dois oficiais-generais à frente dela, o que a torna legal é a natureza da missão.

Outros em seu lugar simplesmente encolheriam os ombros e obedeceriam aos superiores, iriam se desculpar dizendo que estavam apenas “cumprindo ordens”.

Mas Sérgio era é tico, íntegro, não tinha obediência cega a ninguém, seguia acima de tudo sua consciência e valores. Era um homem de verdade: denunciou o plano diabólico e evitou aquela que seria a maior tragédia da nossa história.

Foi perseguido pela ditadura, discriminado, removido para o Recife, reformado na marra aos 37 anos, cassado pelo AI-5 e pelo Ato Complementar 19, curtiu prisão… só não puderam quebrar-lhe integridade e honra, sua firmeza de ser humano. Sérgio se recusou a ser anistiado. “Anistia-se a quem cometeu alguma falta”, costumava dizer. “Não posso ser anistiado pelo crime que evitei”.

Em 1970, necessitando de um tratamento de coluna, aconselharam-no a não se internar em unidade militar, pois certamente seria assassinado lá dentro. Graças ao jornalista Darwin Brandão, com auxílio do médico Sérgio Carneiro, o capitão acabou sendo tratado clandestinamente no Hospital Miguel Couto.

Nos anos 90, o Supremo Tribunal Feder al determinou indenização e promoção de Sérgio a brigadeiro. Tal sentença dependia, porém, da assinatura de Itamar Franco. Itamar, como se sabe, não é nenhum modelo de virtude e, não por acaso, foi vice do corrupto Fernando Collor de Mello, que foi prefeito biônico de Maceió durante a ditadura e se criou politicamente graças ao regime militar…

Por seis meses, o presidente Itamar Franco, mesmo sabendo que Sérgio estava acometido de um câncer terminal no estômago? Guardou, na gaveta, a sentença do STF favorável ao capitão. Só a assinou três dias depois da morte do herói ocorrida em 4 de fevereiro de 1994.

Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho (cuja história é narrada no documentário “O Homem que disse Não” do diretor francês Olivier Horn) foi enterrado no cemitério São Francisco Xavier no Caju sem honras militares.

É lembrado, entretanto, por todos aqueles que valorizam vida, ética, honestidade, coragem. Sérgio provou qu e, ao contrário do que muitos dizem, uma pessoa pode mudar a História: cada um de nós faz diferença no mundo.

Publicado anteriormente no Blog do Nassif

Os carbonários

Outubro 21, 2009 por Antonio Morales

carbonarios2

” Nossa geração teve pouco tempo
começou pelo fim
mas foi bela nossa procura
mesmo com tanta ilusão perdida
quebrada,
mesmo com tanto caco de sonho
onde até hoje
a gente se corta

Alex Polari

Acabei de reler OS CARBONÁRIOS, de Alfredo Sirkis. Para nós que fomos jovens e estudantes universitários na década de 60 e vivemos a luta de uma parcela da juventude brasileira contra a ditadura militar, o livro traz muitas lembranças. Vamos dizer assim: traz tudo à tona novamente. Sentimentos contraditórios nos assaltam durante a leitura.

“Considerada a melhor história dos anos de chumbo, vencedora do prêmio Jabuti, a narrativa de Sirkis se refere a um período de 43 meses, entre outubro de 1967 e maio de 1971. Um relato sobre o movimento estudantil de 1968 e seu esmagamento pelo regime militar; como um jovem secundarista se torna um guerrilheiro urbano; o sequestro dos embaixadores da Alemanha e da Suiça e a liberdade de 110 presos políticos; as façanhas e os dilemas de carlos Lamarca; a crise e a destruição da guerrilha. Um testemunho real, eletrizante e cheio de suspense.” ( contra capa da edição BestBolso de Os carbonários)

Apesar de ser um texto para vender o livro, resume muito bem o que é a obra. Imprescindível para quem deseja compreender o período e os sonhos e aventuras dos jovens que o viveram.

Mestra no ofício de cantar a vida

Outubro 6, 2009 por José Antonio Küller

 

Do blog Prosa e Verso de Boteco, extraímos o seguinte excerto de um texto da Professora Aracéli Zampronha:

“Realizar o ofício tira você de cena e introduz o maior que você naquele lugar; e aquele lugar passa a unir a mente, o coração e o corpo da gente a um domínio maior e mais rico. Abre uma porta e uma janela para a vastidão do horizonte onde antes só havia uma sala fechada. Quem realiza esse ofício traz o fogo do sagrado para o mundo. A exigência dos seres de ofício está unida ao amor que professam. Quando trabalham, realizam o ofício de amar o mundo, celebram a possibilidade de encontro  humano mais verdadeiro.

E partiu para sempre, neste domingo, 4 de outubro de 2009, nossa Mercedes Sosa, a que melhor representou esse amor.”

E para matar saudades, postamos Gracias a la Vida!

11 de setembro de 1973 – Chile

Setembro 11, 2009 por Antonio Morales

allende

Permito-me extrapolar dos anos 60 para 1973, pois o que ocorrreu no Chile em 1973 na data de hoje é consequência do cenário armado na América Latina durante a década de 60 pela política dos EUA para a região.(Antonio Morales)

Golpe militar no Chile. Em 11 de setembro de 1973, Pinochet toma o poder com a força das armas e o presidente constitucional Salvador Allende é “assassinado” no Palácio de la Moneda que foi bombardeado pelos militares golpistas.

O grande poeta uruguaio Mario Benedetti escreveu o poema abaixo
em homenagem a Allende e dá uma boa idéia da barbárie
do golpe e do que se seguiu.

ALLENDE

Para matar al hombre de la paz
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz
tuvieron que congregar todos los odios
y además los aviones y los tanques,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que bombardearlo hacerlo llama,
porque el hombre de la paz era una fortaleza

Para matar al hombre de la paz
tuvieron que desatar la guerra turbia,
para vencer al hombre de la paz
y acallar su voz modesta y taladrante
tuvieron que empujar el terror hasta el abismo
y matar mas para seguir matando,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que asesinarlo muchas veces
porque el hombre de la paz era una fortaleza,

Para matar al hombre de la paz
tuvieron que imaginar que era una tropa,
una armada, una hueste, una brigada,
tuvieron que creer que era otro ejercito,
pero el hombre de la paz era tan solo un pueblo
y tenia en sus manos un fusil y un mandato
y eran necesarios mas tanques mas rencores
mas bombas mas aviones mas oprobios
porque el hombre de la paz era una fortaleza

Para matar al hombre de la paz
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz
tuvieron que afiliarse siempre a la muerte
matar y matar mas para seguir matando
y condenarse a la blindada soledad,
para matar al hombre que era un pueblo
tuvieron que quedarse sin el pueblo.

Mario Benedetti

SOL, Caminhando contra o vento.

Setembro 4, 2009 por Antonio Morales

osol

O documentário SOL, Caminhando contra o vento, retrata a história do jornal O Sol, um dos primeiros veículos da imprensa alternativa brasileira, produzido diariamente durante seis meses, na década de 1960.

Criado num período conturbado, em 1968, momentos antes do governo militar decretar o AI-5, o diário impresso falava de cultura, política e educação por meio de sátiras.

O documentário narra a trajetória do jornal “O Sol”, que surgiu em 1968 e encarnou o espírito daquela época. O documentário reúne imagens de arquivo e entrevistas com participantes do projeto jornalístico Chico Buarque, Zuenir Ventura, Ana Arruda Callado, Gilberto Gil, Betty Faria, Gilberto Braga, Hugo Carvana, Ittala Nandi, Ruy Castro, Ziraldo, Carlos Heitor Cony e outros que tiveram grande importância para o projeto, como Caetano Veloso, cuja canção Alegria, alegria, contém a frase que fornece o subtítulo do filme e que em outro verso diz: …O SOL nas bancas de revistas… encarna com perfeição o espírito da época.

Um belo e emocionante documentário, especialmente para aqueles que como nós viveram os sonhos e aventuras dos anos 60.

Um jornal, uma geração, uma época.
1967/68. Brasil pós-golpe militar de 1964 e pré AI- 5. Passeatas estudantis, festivais de música, uma geração caminhando contra o vento. No coração do Rio de Janeiro nasce o jornal-escola O SOL, uma experiência única no jornalismo e na cultura brasileira.

Teve vida curta, porém intensa e simbolizou o espírito de uma
época. Através das páginas do SOL, de encontros e conversas com pessoas que participaram daquela experiência, de material de arquivo e músicas da época, é resgatada a história da chamada “geração 68″.

O documentário está disponível para ser baixado, clicando aqui.

BEATLES: Hey Jude.

Agosto 31, 2009 por José Antonio Küller

Por Olga M S Marcondes de Moraes

Uma empresa de telefonia móvel inglesa promoveu essa mobilização na Trafalgar Square, em Londres, reunindo mais de 13 mil pessoas.

 A empresa simplesmente mandou um convite pelo celular: “esteja na Trafalgar Square tal dia, tal horário”. E nada mais foi dito. Os que foram acharam que iriam dançar, como tem acontecido em outras mobilizações desse tipo por lá.

Mas, na hora, distribuiram microfones aos borbotões e fizeram um karaokê gigante, de surpresa!!! E todo mundo que estava na praça, quem estava passando, quem nem sabia do convite, cantou junto.

Se você um dia curtiu os Beatles, vai gostar. Clique no link abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=orukqxeWmM0

Beatles: A última foto?

Agosto 22, 2009 por José Antonio Küller

 

Através da página: http://osomqueouves.blogspot.com/2008/08/no-dia-22-de-agosto-de-1969-ltima.html, tomamos contato com a seguinte matéria:

No dia 22 de Agosto de 1969 – a última sessão fotográfica Não se sabe se é exatamente esta a última fotografia. Sabe-se que foi nesta sessão em Tittenhurst Park, na casa de John Lennon e Yoko Ono, que o fotógrafo Ethan A Russell se tornou responsável por ser o último tipo com uma máquina fotográfica a ver os quatro genios juntos. Podem ver a sessão completa aqui.

Beatles – Foto da Capa de Abbey Road completa 40 anos

Agosto 7, 2009 por José Antonio Küller

 

O link a seguir permite o acesso a um vídeo da BBC que aborda o aniversário, em 08/08/2009, da foto da capa do álbum Abbey Road, dos Beatles.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2009/08/090807_abbey_road_video.shtml

Do Álbum, postamos Because: