Livro sobre ditadura: download

dezembro 10, 2013 by

A historiadora Maria Paula Araújo, professora do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IH-UFRJ), disponibilizou gratuitamente na internet o livro paradidático “Ditadura militar e democracia no Brasil: história, imagem e testemunho”. O livro, organizado por ela, por Izabel Pimentel da Silva, Desirree Reis e outros membros do Projeto Marcas da Memória, é voltado para professores e alunos das escolas de Ensino Básico. O objetivo da publicação é servir de instrumento de trabalho para os professores de Ensino Fundamental e Médio que desejam tratar do tema com seus alunos adolescentes e jovens adultos. Aproveite! Faça o download no seguinte link: http://goo.gl/QK9UPW

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Há 45 anos, a passeata dos 100 mil no Rio.

junho 26, 2013 by

A passeata dos 100 mil, no Rio de Janeiro e as opiniões de vários participantes sobre as manifestações do presente.

100mil

Uma longa viagem

junho 16, 2013 by

Arquivo 68 indica:

A história de três irmãos. A linha dramática é dada pela história do caçula (Caio Blat), que vai para Londres em 1969, mandado pela família para que ele não entrasse na luta armada contra a ditadura no Brasil, seguindo os passos da irmã. Durante os nove anos em que viaja pelo mundo, ele escreve cartas. Em contraponto à entrevista e às cartas, os comentários em off da irmã, presa política que virou uma artista reconhecida e viaja pelo mundo, quase num processo inverso ao vivido pelo irmão, que de viajante livre foi obrigado a enfrentar algumas internações em hospitais psiquiátricos. No fundo, é um documentário que trabalha sobre a memória. Não somente pela forma como é feita a investigação, mas também sobre o que motivou o filme: a morte do terceiro irmão.

O filme está disponível para ser baixado via torrent em:

Filmes Brazukas

Ecos da ditadura

maio 28, 2013 by

Execução sumária na ditadura vem a público oficialmente

Em depoimento que terminou às altas horas desta quinta-feira(15/05/2013), o ex-agente da repressão Valdemar Martins de Oliveira falou durante a audiência pública realizada da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo. Ex-paraquedista, Valdemar disse a Rodrigo Vianna, em reportagem exclusiva veiculada nessa quarta-feira 15 pelo Jornal da Record, que abandonou o Exército brasileiro por discordar de torturas e assassinatos cometidos pelos militares contra militantes políticos que se opunham à ditadura. Valdemar foi testemunha do assassinato do casal Catarina Abi-Eçab e João Antônio dos Santos Abi-Eçab, em 1968, no Rio de Janeiro.

valdemar-oliveiraO ex-soldado Valdemar Martins de Oliveira fala à Comissão da Verdade de SP sobre a morte do casal Catarina Helena Abi-Eçab e João Antônio Santos Abi-Eçab, em novembro de 1968

A matéria completa pode ser lida clicando aqui

1968 – Joaquin Sabina

fevereiro 2, 2013 by
1968
Aquel año mayo duró doce meses
tú y yo acabábamos de nacer
y un señor muy serio moría del disgusto.
En la primera página del ABC,
los claveles mordían a los magistrados,
París era un barrio con acordeón,
Marx prohibió a sus hijos
que llegaran tarde
a la dulce hoguera de la insurrección,

La poesía salió a la calle,
reconocimos nuestros rostros,
supimos que todo es posible
en 1968.

Jean Paul Sartre y Dylan cantaban a dúo
jugaban al corro Lenin y Rimbaud,
los relojes marcaban 40 de fiebre,
se hablaba de sexo en la empresa Renault,
dos y dos ya nunca más sumaron cuatro,
sufrió mal de amores hasta De Gaulle,
en medio de Praga crecían amapolas
como un reto rojo al gris hormigón,

La poesía salió a la calle
reconocimos nuestros rostros
supimos que todo es posible
en 1968.

Pero no pudimos reinventar la historia,
mascaba la muerte chicle en el Vietnam,
pisaban los tanques las flores de Praga,
en México lindo tiraban a dar
mientras Che cavaba su tumba en Bolivia
cantaba Massiel en Eurovisión
y mi padre llegaba puntual al trabajo
con el cuello blanco y el traje marrón.

Si ahora encuentro aquel amigo
leo en el fondo de sus ojos
que ya se secaron las flores
de 1968.

Los cuadros hicieron huelga en los museos,
París era rojo, San Francisco azul,
un vagabundo fue elegido alcalde
y la Sorbona estaba en Katmandú,
¡sobreviva imbécil! es el rock o la muerte
beba coca-cola, cante esta canción
que la primavera va a durar muy poco
que mañana es lunes y anoche llovió.

Si ahora encuentro aquel amigo
leo en el fondo de sus ojos
que ya se secaron las flores
de 1968.

Os números de 2012

dezembro 30, 2012 by

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

19,000 people fit into the new Barclays Center to see Jay-Z perform. This blog was viewed about 62.000 times in 2012. If it were a concert at the Barclays Center, it would take about 3 sold-out performances for that many people to see it.

Clique aqui para ver o relatório completo

Taiguara e os anos de chumbo

novembro 21, 2012 by
“Taiguara, no show “Treze Outubros”, conta uma anedota, embora divertida, sobre seu contato com umas das censoras nos tristes tempos ds ditadura. – o relato se refere a cancao “Nova York” – algo que o clip nao permite deixar exatamente claro. O incomodo em questao, e’ a presenca da palava “Policia”, entres as outras “po” e “poluicao”.
Citando a necessidade de preservar o recurso poetico sendo utilizado, a aliteracao, Taiguara sugere canta-la entao em na lingua Inglesa – desde que a letra da cancao de fato se refere a cidade de Nova Yorque – e a censora permite que assim a cancao “passe”; embora foneticamente o trecho, mesmo com a palavra registrada em ingles, possui o mesmo som que o original “o po, a policia (*police e a) e a poluicao” – proporcionando assim, o mesmo obvio resultado.

Após o relato, Taiguara, ao piano, canta a bela “Que as criancas cantem livres”.(Comentários de quem postou o vídeo)

Maria Antônia – A História de uma Guerra

outubro 10, 2012 by

Maria Antônia: A História de uma Guerra” resgata parte do movimento estudantil do Brasil perdido no tempo, contado tão somente através das informações dadas pelos jornais da época. Quarenta anos depois da histórica briga entre estudantes da Faculdade de Filosofia da USP e do Mackenzie,o repórter e escritor Gilberto Amendola reconstrói cenas daquele episódio por meio de entrevistas com seus principais personagens,como o ex-chefe da Casa Civil do Governo Lula, José Dirceu,e outros tantos estudantes que hoje podem ser facilmente reconhecidos do cenário nacional.

Ex-governador de São Paulo fala publicamente à Comissão da Verdade

junho 5, 2012 by

O ex-governador Paulo Egydio Martins fala não só sobre a morte do jornalista Vladimir Herzog, mas, também, de uma conspiração de uma facção de militares linha dura para derrubar o ditador Ernesto Geisel e tomar o poder. Escapamos de mergulhar em uma ditadura de extrema-direita!

Ex-governador de São Paulo fala publicamente à Comissão da Verdade

1964 foi amanhã

abril 18, 2012 by

Fernanda Pompeu*

Eu tinha oito anos, quando policiais invadiram a minha casa e levaram meu pai preso. Essa foi a primeira vez que ouvi falar do golpe militar. A partir desse dia, e por mais de vinte anos, a ditadura faria parte da minha vida e da minha família.

Passados quarenta e oito anos, eu adoraria não voltar a essa cena. Fazer uma página virada do folhetim de autoritarismo, repressão, censura, mau humor, e muita burrice. Adoraria não escrever mais nada sobre 1964.

Mas o problema é que a conta não fecha. A imagem é horrível, mas verdadeira: o sangue daquela época não estanca. Porque os ossos da maioria dos desaparecidos ainda não apareceram. Porque as circunstâncias de várias mortes não foram elucidadas. Porque torturadores devidamente reconhecidos seguem de boa.

A simples menção à abertura de arquivos, comissão da verdade, responsabilização faz tremer parte da sociedade. Freud, se vivo, adoraria estudar os brasileiros. A gente, muitas vezes, detesta revisitar nossa vergonha e brutalidade.

Passar a borracha na história ruim é o nosso esporte preferido. Ganha até do futebol. Então para que falar dos séculos de escravidão, mesmo que eles tenham deixado como herança metade da população empobrecida e humilhada?

Para que falar da ditadura militar, mesmo que ela tenha deixado como herança temas-tabus, corpos insepultos, torturadores impunes, histórias mal contadas? Para que voltar e voltar ao passado?

O fato é que a ditadura acabou, mas seus reflexos ainda não. Talvez só termine quando morrer a última pessoa que lembre dessa época. A garotada de trinta anos pode achar que 1964 é coisa de livro de história. Mas seus pais sabem que não. No mínimo, eles foram expostos a uma cultura autoritária, a informações controladas, ao medo de sirenes e fardas.

É claro que o Brasil mudou. Inegável que as transformações foram rápidas e indiscutíveis. Afirmaram-se vários movimentos e atores políticos. Vejam os movimentos de mulheres, dos negros, dos sem-terra. Vejam os LGBTs, as pessoas com deficiência, os blogueiros e blogueiras.

Temos a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, a Secretaria de Mulheres, o Estatuto da Criança e do Adolescente. Temos uma presidenta da República e uma presidenta na Petrobrás. Um outro Brasil? Ainda não. Falta encarar o espelho. Falta pegar o caderninho ou o tablet, e passar a limpo as dívidas históricas. Uma tarefa que eu e você somos capazes de fazer.

*fernanda pompeu, escritora e redatora freelancer, colunista do Nota de Rodapé, escreve às quintas a coluna Observatório da Esquina. Ilustração de Carvall, especial para o texto

Publicado originalmente no blog Nota de Rodapé