Posts Tagged ‘ditadura militar’

Como a Volkswagen colaborou com a ditadura militar no Brasil

agosto 28, 2017

Como a Volkswagen colaborou com a ditadura militar no Brasil

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Congresso Internacional “50 ANOS DEPOIS E A NOVA AGENDA DA JUSTIÇA DE TRANSIÇÃO NO BRASIL”

março 6, 2014

congresso_golpe-militarA Universidade Católica de Pernambuco, por meio do Instituto Humanitas Unicap, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, o Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop), entre outros importantes parceiros, irão promover o Congresso Internacional “50 ANOS DEPOIS E A NOVA AGENDA DA JUSTIÇA DE TRANSIÇÃO NO BRASIL” que será realizado entre os próximos dias 10 e 14 de março, no auditório Tabocas do Centro de Convenções em Olinda. O evento marca os 50 anos de acontecimentos históricos como o Golpe Militar de 1964, a chegada de Dom Helder Camara ao Recife e a deposição do então governador de Pernambuco Miguel Arraes, além dos 45 anos do assassinato do Padre Antônio Henrique Pereira.

Sobre o evento:

CONGRESSO INTERNACIONAL “50 ANOS DEPOIS E A NOVA AGENDA DA JUSTIÇA DE TRANSIÇÃO NO BRASIL”.
I Encontro Internacional de Membros do Ministério Público sobre Justiça de Transição
I Encontro Nacional da Rede Nacional das Clínicas do Testemunho
I Reunião da Rede Latino Americana de Justiça de Transição
I Workshop internacional sobre processos de memorialização
78ª Caravana da Anistia
VIII Reunião do IDEJUST
Local e data: Universidade Católica de Pernambuco – 10 a 14 de março de 2014

 Para informações completas sobre o Congresso, clique aqui

Da ditadura militar brasileira – artigo.

março 6, 2014

Da ditadura militar brasileira

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Até a década de 1990 existia um amplo consenso na esquerda brasileira em relação ao caráter do golpe e do regime implantado em 1964. Poucos questionavam que havíamos tido um golpe militar e que este, por sua vez, implantara uma ditadura militar. Contudo, vem crescendo o número daqueles que se utilizam livremente de termos como ‘golpe civil-militar’ e ‘ditadura civil-militar’. Essas fomulações, embora busquem captar a participação de setores não-militares no golpe e no governo que se formou, não dão conta das característica principais – das especificidades – do regime discricionário imperante no Brasil entre 1964 e 1985. Refiro-me a militarização da política e do Estado. É justamente disso que trataremos nesse artigo dividido em duas partes. Para ler a primeira parte do artigo clique aqui. Para ler a segunda parte clique aqui.

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Maria Antônia – A História de uma Guerra

outubro 10, 2012

Maria Antônia: A História de uma Guerra” resgata parte do movimento estudantil do Brasil perdido no tempo, contado tão somente através das informações dadas pelos jornais da época. Quarenta anos depois da histórica briga entre estudantes da Faculdade de Filosofia da USP e do Mackenzie,o repórter e escritor Gilberto Amendola reconstrói cenas daquele episódio por meio de entrevistas com seus principais personagens,como o ex-chefe da Casa Civil do Governo Lula, José Dirceu,e outros tantos estudantes que hoje podem ser facilmente reconhecidos do cenário nacional.

Vozes do golpe

fevereiro 28, 2011

Aproveito um recado de Orlando Nascimento sobre Moacyr Scliar e um e.mail recebido de Antonio Morales para dar sequência à série Literatura Engajada

 

VOZES DO GOLPE (4 VOLUMES) – A revolução dos caranguejos; Mãe Judia,1964; A mancha; Um voluntário da pátria

Carlos Heitor Cony e Moacyr Scliar e Zuenir Ventura e Luis Fernando Verissimo

Vozes do golpe reúne quatro relatos – dois ficcionais e dois documentais – sobre experiências ligadas ao golpe militar de 31 de março de 1964 (ou 1o. de abril). Os textos relembram os acontecimentos que derrubaram o presidente João Goulart e instauraram o regime autoritário que se prolongou por mais de vinte anos (1964-1985), e cujos reflexos ainda estão presentes na vida dos brasileiros.


Em A Revolução dos Caranguejos, Carlos Heitor Cony relembra sua atuação na imprensa durante o ano do golpe e conta as perseguições que sofreu – tanto do regime militar como de setores da esquerda. O escritor evoca o dia 1o. de abril de 1964 e uma caminhada em Copacabana na companhia do poeta Carlos Drummond de Andrade. Desse passeio resultaria a primeira – e ácida – crônica de Cony sobre o golpe. Os textos do escritor no jornal Correio da Manhã motivaram um pedido de prisão e um processo, movidos contra ele pelo então ministro da guerra, Arthur da Costa e Silva, além de lhe renderem o patrulhamento da ala esquerdista que considerava seus romances e crônicas “alienados”.
Em Um voluntário da pátria, Zuenir Ventura rememora os acontecimentos que precipitaram o golpe militar, como o Comício das Reformas na Central do Brasil, em 13 de março, ao qual compareceram 300 mil pessoas, entre as quais o próprio Zuenir. No dia do golpe, o jornalista estava em Brasília, onde deveria assumir uma cadeira de professor na Escola de Comunicação da UnB. Sua descrição daquele dia é uma crônica preciosa porque inédita: ninguém ainda havia narrado o desenrolar dos fatos em Brasília, fora dos círculos oficiais. Zuenir relembra sua surpresa ao constatar que “pegar em armas” podia ser mais do que uma expressão retórica.


Em Mãe Judia, 1964, Moacyr Scliar cria uma narrativa de ficção sobre o intricado caso psiquiátrico em que um médico recém-formado toma conhecimento do monólogo de uma paciente do hospital em que trabalha. Trata-se de uma senhora judia que enlouqueceu depois
Luis Fernando Verissimo compõe em A mancha uma narrativa de ficção ao mesmo tempo divertida e dolorosa. É a história de Rogério, um homem de meia idade, ex-prisioneiro do regime militar. Por obra do acaso, ele descobre, anos depois, ao ver uma mancha no carpete de um imóvel que pretende comprar, a sala em que havia sido torturado. O texto de Verissimo discute a dupla e paradoxal necessidade de quem viveu na carne a violência do regime autoritário: lembrar os acontecimentos extremos que marcaram aquele período, mas também esquecê-los, abandoná-los no passado para não inviabilizar a vida presente.

Opinião

fevereiro 11, 2011

Acho que, na época do Show Opinião, o que a música tinha de engajada era seu refrão: “podem me bater, podem me prender, que eu não mudo de opinião”. Durante a ditadura militar, ter ou não mudar  certas opiniões era perigoso. Hoje, em tempos de deslizamentos de encostas, pode suscitar outras leituras.

Aí vai a letra:

Opinião

Podem me prender
Podem me bater
Podem, até deixar-me sem comer
Que eu não mudo de opinião
Daqui do morro
Eu não saio, não

Se não tem água
Eu furo um poço
Se não tem carne
Eu compro um osso
E ponho na sopa
E deixa andar
Fale de mim quem quiser falar
Aqui eu não pago aluguel
Se eu morrer amanhã, seu doutor
Estou pertinho do céu

Repensando a Ditadura Militar Brasileira

fevereiro 7, 2011

Hoje dia 7, 21h, horário de Brasília, você confere a videopalestra ao vivo e online do professor do Instituto de História da UFRJ e editor do Blog Brasil Recente, Carlos Fico, intitulada “Operação Brother Sam”.

A Operação Brother Sam foi a força-tarefa naval enviada pelos EUA em apoio ao golpe de 1964 e só foi descoberta muitos anos depois.Na palestra, Carlos Fico indicará quem foi o militar brasileiro que atuou como canal de ligação com os norte-americanos e explicará como descobriu, em 2006, o Plano de Contingência que planejou a Brother Sam nos arquivos dos EUA.

Você poderá fazer perguntas e comentários sobre o tema no momento da videopalestra. Não deixe de participar! 20h55 acesse o Café História (www.cafehistoria.ning.com) ou o Brasil Recente (www.brasilrecente.com) e confira informações exclusivas com um dos maiores especialistas em história da ditadura militar no Brasil.

A videopalestra “Operação Brother Sam” é uma promoção da rede social Café História em parceria com o blog Brasil Recente. Não perca!

A ditadura militar morreu?

março 31, 2009

A Revista da ADUSP- Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo, dedicou sua edição de março de 2009 ao tema. A versão eletrônica da revista na íntegra (em arquivo PDF) encontra-se disponível para ser baixada. Num tempo em que assistimos diversas tentativas de reescrever a história, a favor daqueles que nos submeteram a mais de 20 anos a um tempo de arbítrio e censura, repressão e medo.

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Para baixar a revista clique aqui ou sobre a capa da revista.

45 anos do golpe militar de 1964

março 31, 2009

Não podíamos deixar passar a data em branco. Hoje o golpe de 1964 faz aniversário. Não há nada a comemorar. Mas, recordar é preciso. A memória ajuda a não repetir os erros.

Muito se escreveu no dia de hoje sobre a efeméride. Às falas, vamos adicionar imagens. Localizamos um site (CLIO História) que reuniu fotos e outras imagens do período ditatorial.

Reproduzimos a fala que está na abertura do arquivo de imagens e outros documentos referentes à epoca:

“Esse é um país que vai pra frente,
uou, uou, uou, uou, uou…”

Há muito queremos elaborar um material sobre os “anos de chumbo”… É preciso não esquecer! Agora que tornamos disponível este material, estamos descontentes. Faltou tanto… Mas é um começo: privilegiamos as imagens, e mesmo assim sabemos que muitas faltam… Fizemos uma seleção de textos… não deu tempo para digitalizá-los!

Para junho prometemos uma atualização.

Durante a elaboração destas páginas, volta e meia voltava meus olhos para uma foto, na parede em frente ao computador. Nela, quase uma centena de pessoas rodeiam uma faixa “A UNE somos nós, nossa força, nossa voz”. A foto é de 1999: uma reunião de antigos militantes do movimento estudantil para lembrar os 20 anos da reconstrução da UNE.

“A UNE nos une, vinte anos depois”: casados, separados, carecas, mais gordos, mais velhos… Muitos se afastaram da militância política. Outros, poucos, continuam.

Esta foto deveria estar nestas páginas… Mas é a eles e a centenas de outros que lutaram contra a Ditadura que dedico este trabalho.

Para acessar o arquivo, clique aqui.

Ainda sobre a DITABRANDA

março 26, 2009

 

 

Recebemos por e.mail, de Antonio Alberto Soligo (ver em: Meus heróis nâo morreram de overdose), o artigo que publicamos a seguir:

 

Brasil – A mídia e o golpe militar de 1964

Por Altamiro Borges *
O neologismo “ditabranda”, cravado no editorial de 17 de fevereiro da Folha de São Paulo, serviu para desmascarar este veículo, que vende a imagem publicitária de que é um jornal independente e plural – de “rabo preso com o leitor”. A revisão histórica sobre a sanguinária ditadura militar brasileira custou à Folha um manifesto de repúdio com mais de 8 mil adesões e um emocionante protesto em frente à sua sede com cerca de 500 presentes. Numa manobra marota, o diretor de redação, Otavio Frias Filho, foi obrigado a se retratar, parcialmente, do odioso neologismo.

O forte desgaste na sociedade teve também um alto custo material, o que deve ter apavorado os herdeiros da Famíglia Frias. Segundo revela o blog de Leonardo Sakamoto, “os leitores chiaram. Fontes de dentro do jornal dizem que uma onda de cancelamento de assinaturas teria acendido a luz amarela. Fala-se em perdas de até 2 mil assinantes”. Outro jornalista bem informado sobre os bastidores da mídia, Rodrigo Vianna, informa que “a fuga de leitores teria enfraquecido ainda mais a posição interna de Otavinho. Ele o irmão Luis Frias travam uma guerra pelo comando do grupo desde a morte do pai”. A “retratação” de Otavinho foi uma tentativa de “conter a sangria”.

Os editoriais dos golpistas
O episódio também serviu para relembrar o papel da mídia no período da ditadura. Mas, justiça seja feita, não foi somente o Grupo Folhas que clamou pelo golpe e que deu apoio à ditadura na sua fase mais sombria – de prisões ilegais, torturas, mortes, censura, cassação de parlamentares, fechamento de sindicatos e outras violências. Com a aproximação da fatídica data do golpe, vale citar a conduta de outros veículos privados de comunicação. A postura destes no passado ajuda a entender sua linha editorial reacionária na atualidade. Reproduzimos alguns editoriais da época, coletados pelo jornal Brasil de Fato:

– “Vive a nação dias gloriosos. Porque souberam se unir todos os patriotas […] para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para os rumos contrários à sua vocação e tradições… Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegem de seus inimigos”. O Globo.

– “Desde ontem se instalou no país a verdadeira legalidade… Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela O Globotem… A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas… Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, na desordem social e na corrupção generalizada”. Jornal do Brasil.

– “Multidões em júbilo na Praça da Liberdade. Ovacionados o governador do estado e os chefes militares. O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da
Liberdade”. Jornal O Estado de Minas.

– “Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr. João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comunos-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou, o Sr. João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu”. Tribuna da Imprensa, na época sob comando do governador golpista Carlos
Lacerda.

Fato histórico documentado
Como aponta o professor Venício de Lima, num excelente artigo na Carta Maior, “a participação ativa dos grandes grupos de mídia na derrubada do presidente João Goulart já é um fato histórico fartamente documentado”. Não dá para escondê-lo. Daí a tentativa da Folha e de outros veículos de revisar a história da ditadura e reconstruir o seu significado, inclusive com a criação de novos termos – como “ditabranda”. Ele sugere o livro “1964: A conquista do Estado”, obra clássica de René Dreifuss, para se entender este sombrio período e postura golpista da mídia hegemônica.

“Através das centenas de páginas do livro de Dreifuss o leitor interessado poderá conhecer quem foram os conspiradores e reconstruir detalhadamente suas atividades, articuladas e coordenadas por suas instituições, fartamente financiadas por interesses empresariais nacionais e estrangeiros: o IBAD e o IPES… No que se refere especificamente ao papel dos grupos de mídia, sobressai a ação do GOP, Grupo de Opinião Pública ligado ao IPES e constituído por importantes jornalistas e publicitários. O capítulo VI, sobre ‘a campanha ideológica’, traz ampla lista de livros, folhetos e panfletos publicados pelo IPES e uma relação de jornalistas e colunistas a serviço do golpe”.

Para o professor Venício de Lima, é essencial revisitar esta história, principalmente no momento em que o país debate a democratização da mídia. “Não são poucos os atores envolvidos no golpe de 1964 – ou seus herdeiros – que continuam vivos e ativos. A grande mídia brasileira, apesar de muitas mudanças, continua basicamente controlada pelos mesmos grupos familiares, políticos e empresariais. O mundo mudou, o país mudou. Algumas instituições, porém, continuam presas ao seu passado. Não deve surpreender que eventualmente transpareçam suas verdadeiras posições e compromissos, expressos em editoriais, notas ou, pior do que isso, disfarçados na cobertura jornalística cotidiana. Tudo, é claro, sempre feito ‘em nome e em defesa da democracia”.

 

* Jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB – Partido Comunista do
Brasil

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