69 no Brasil, por Zuenir Ventura

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No ano em que o homem realizou o sonho de chegar à Lua, fazendo a humanidade dar o que o astronauta Neil Armstrong chamou de um “gigantesco salto”, o Brasil deu um passo atrás e mergulhou nas trevas, atacado de sectarismo ideológico e intolerância política. Ao contrário de 1968, que foi solar e generoso, sintonizado com o mundo, o nosso 1969 político foi de descompasso e desvio. À onda planetária de distensão política e liberação dos costumes, respondemos com a repressão e o obscurantismo.

No ano em que nos Estados Unidos cerca de 400 mil jovens se reuniam em Woodstock durante três dias para ouvir Jimi Hendrix, fazer amor e pedir a paz, uma parte da juventude brasileira se entregava a uma guerra perdida. Mofino e sombrio, 1969 inaugurou os anos de chumbo – tempos de tortura e censura, terror e medo. De um lado, um governo impondo uma repressão implacável; de outro, uma esquerda radical tentando derrubar a ditadura pelas armas. No meio, um povo mais ou menos indiferente ao fanatismo dos que falavam em seu nome. Em 12 meses, o Brasil conheceu vários graus de arbítrio.

 

O excerto anterior foi retirado do blog Comunidade Hippie. Para continuar a ler sobre os principais acontecimentos de 1969, texto de Zuenir Ventura, clique aqui.

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