Sobre o Arquivo68

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Por Olga M.Salati M. Moraes

Parte da turma do primeiro ano de Pedagogia - FAFI 1968

Gostei demais dessa idéia!

Espero que este blog possa refletir a aventura que foi viver os anos 60: a intensidade das intermináveis assembléias, onde aprendemos a encaminhar questões, palavras de ordem…

E as passeatas pelas ruas de Rio Claro city? Ah, as passeatas, onde protestávamos contra .. o que mesmo? Talvez tudo: educação conservadora, imperialismo americano, ditadura militar. Tenho na memória alguns bordões: Mais pão, menos canhão! Fora, MEC/USAID, Vagas para todos.

Muitíssimo jovens, fomos amadurecendo nesse clima efervescente, oras mais oras menos conscientes de que por trás da aparente “apenas rebeldia” da idade, provocamos e muito as estruturas e promovemos significativas interferências/mudanças nas questões educacionais.

Êita geração que marcou presença, não? E estreitou e alicerçou grandes amizades!

Três palavras marcaram meus anos 60: Coerência, Realidade e Ação, não necessariamente nessa ordem e necessária e exaustivamente questionadas em todas as suas dimensões e sentidos.

E, se não ponho ponto, a prosa num termina, pois lembro de Alfredo, Otto, Abílio, Raul (lembra “daquilo infiltrado” denominado Raul????) e tantos outros…

Valeu, colega!

Abraços,

Saudações “fafianas”,

Olguinha Salati

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8 Respostas to “Sobre o Arquivo68”

  1. José Antonio Küller Says:

    Olguinha

    Como o seu texto era uma mistura de comentário e artigo, resolvi promovê-lo a Post, inclusive como forma de incentivar a continuidade da participação. No comentário em que me autoriza a fazê-lo, você se refere a uma foto. Não sei se é a que tenho. Em todo caso, você pode pedir ao Francisco para incluí-la no texto (como autor registrado e ainda ausente, ele tem acesso à edição) ou remetê-la por e.mail que eu a incluo no post. Acho muito interessante o registro visual de como éramos “perigosos” então.

    Abração

    Küller

  2. José Antonio Küller Says:

    Olguinha

    A sua foto era a mesma que eu tinha. Viu que revolucionários perigosos que éramos?

    Abraço

    Küller

  3. antoniomorales Says:

    O Küller acha que “os revolucionários” que lutavam contra a ditadura, inclusive os que o fizeram de armas na mão tinham cara de “revolucionários perigosos?”. Na década de 60 éramos apenas jovens idealistas e adolescentes muitos dos quais não aceitaram viver sob uma ditadura militar.

    Outros nem tanto.

    Na verdade cada um seguiu um caminho, de acordo com suas personalidades e/ou convicções.
    Poucos optaram pelo confronto. Armado ou não. Uma boa parte nem sequer se incomodou e outra ainda, apoiou o golpe e a ditadura.

  4. antoniomorales Says:

    Já fiz minha “provocação” agora vamos às “efemérides”.

    A foto é uma beleza. Eu mesmo reconheci vários colegas, apesar de não ser dessa turma. Ali agachados estão, salvo engano, nessa ordem: o Küller, o Chico e a Olguinha. A primeira, em pé da direita para a esquerda é a Marília. A “mocinha” ao lado da Marília é a Sandra?
    A Olguinha poderia ajudar e nomear os demais?

  5. jarbas Says:

    Meninos de Rio Claro,

    Adorei a foto. Os modelitos da época são fantásticos. Reparem naquela mocinha da esquerda, com bolsa na mão. O vestidinho é padrão. Lindo de morrer e capaz de atiçar minhas melhores memórias sobre beleza das garotas dos sessenta. Quero mais, Jarbas.

  6. Olga M.Salati M. Moraes Says:

    Caro Küller, esta é “aquela” foto: la única que tengo, de um pequeno grupo da turma. Máquina fotográfica era coisa rara entre nós: desconheço quem fêz este incrível registro. Felizmente consegui obter e guardar esta cópia, que distribui a aos colegas na reunião de 25 anos de formados.
    Identificando, a partir da esquerda: 1º pelotão – Küller, Chico e Olguinha. Em pé:Antonieta (Tunê), Júlia (ou sua irmã gêmea), Conceição, Beth Aguiar, Edna Biagi(a cara da Bete Mendes, na época), Regina, Edna (evadida), Beth Meneghin, Solange e Marielza (entre Chico e Olga, olhando prá trás). Jarbas, ah, os modelitos! Meninas de vestido curto/curtinho, sapatos bico fino, jabôs, listras, cores fortes. Já os meninos: calça de brim (Farwest mesmo), xadrez ou social. Lindos!

  7. José Antonio Küller Says:

    Tonhão

    Em relação à sua provoção, tenho duas coisas a dizer:

    1. Perceba a ironia, a ironia…

    2. Não vou discutir as suas afirmações posteriores, para não estragar a matéria de vários posts futuros que estou premeditando. Me aguarde, me aguarde…

    Um abração

    Küller

  8. antoniomorales Says:

    Eu percebi a ironia. Sei que você não acredita que “cara faz coração”.
    Mas ignorei sua ironia propositalmente. Afinal, não é outra ironia o fato de que era assim que a propaganda da ditadura travava os “perigosos revolucionários” ?

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