MEUS HERÓIS NÃO MORRERAM DE OVERDOSE

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por Eduardo Sposito

Gostaria aqui de homenagear algumas pessoas que a história oficial não vai lembrar e que foram muito importantes… pelo menos para mim. Influenciaram decisivamente minha vida e foram estímulo e modelo:

ADA

(Estou escrevendo no dia das mães, e nada mais apropriado para falar dela. Não era minha mãe, mas com licença do Pedrinho, da Ana e da Angela, estou me apropriando da mãe deles. Fazendo-a também minha. Aliás, se o Gorki tivesse escrito seu famoso romance no século 20, a Ada poderia ter sido sua inspiração.)

Quando a conheci, ela era apenas a mãe do Pedrinho (Pedro de Oliveira, que foi presidente do Sindicato dos Jornalistas e da Direção do PCB . Hoje pode ser encontrado no site do Partido como articulista eventual no site www.vermelho.org.br ) em cuja casa na Zona Norte de São Paulo, nos reuniamos para organizar o movimento (como ela gostava de dizer) secundarista e alguns bailinhos (onde quase aprendi a dançar) que ninguém era de ferro. Isso em 66,67.

Mais tarde quando a coisa apertou e muitos começaram a ser presos (inclusive o Pedrinho e a Marlene, sua mulher) é que ela começou a demonstrar sua força e coragem.

Só de lembrar a sua atuação, na prisão do Emiliano (Emiliano José, das biografias do Lamarca e do Marighela) por ser liderança da UBES, arrecadando dinheiro para advogado e para garantir a viagem da Cida (mãe do Emiliano) a Salvador, onde estava preso, junto com o Teodomiro (que fora condenado à morte) com todos os riscos que essa atuação lhe proporcionava, bastaria para que ela fosse homenageada.

Mas ela parecia incansável: montamos por sua inspiração e estímulo um grupo de estudos sobre Marxismo e materialismo dialético, com direito a textos da Martha Hanecker impressos em mimeográfo a álcool; começamos um trabalho político no curso de madureza que eu tocava em Guarulhos, onde escondemos um militante do PCdoB perseguido ferrenhamente (um garoto, que chegou e saiu vendado, o que nos livrou de sermos identificados em sua prisão que logo ocorreu); tentando convencer-me de entrar para o PCdoB marcava encontros com lideranças do partido, aos quais comparecia com a devida senha e sinais combinados.

A ADA funcionou também como um anjo, ou fada, sei lá, aparecendo sem a gente combinar na véspera dos nascimentos das minhas primeiras filhas, e mesmo do terceiro que nasceu quando eu já tinha mudado para Rio Preto, ela aparece na cidade alguns dias antes do nascimento.

Assim ela era para todos os filhos daquele movimento: sempre presente, decidida, incansável. Não vou esquecer a viagem de trem que fizemos de São Paulo a Marília para conversarmos com sua irmã que estava em crise de fé numa congregação religiosa, crise pela qual eu tinha passado há pouco.

Na década de 80, com a minha entrada para o Senac em Rio Preto, a vida foi nos separando, até que soube de sua morte em acidente estúpido.

Deixou na gente mais do que saudade.

OSVALDO SAMPAIO ALVES

Quem trabalhou no Senac no final dos 70 devem ter conhecido o Osvaldo. Ele trabalhou na Unifort.

Conheci o Osvaldo em 67, eu como professor e ele, desde o inicio, como um amigo que suportava minhas aulas de literatura no curso técnico de contabilidade de um Colégio Comercial no Jaçanã.

Fizemos um grupo de Teatro na escola e montamos uma peça – “Procura-se uma Rosa” de Vinicius de Moraes / Pedro Bloch / Glaucio Gill, onde ele fazia um personagem que era a sua cara: Rubão, um negro amigo de todo mundo e que restabelecia a paz e concordia dentro de seu grupo. Era o Osvaldo na vida real.

E não que ele fosse piegas ou não encarasse as brigas. Entrou firme no movimento estudantil e nos rescaldos da repressão que houve.

Mas era o cara todos esperavam para que o ambiente ficasse melhor e mais gostoso, com seu sorriso acolhedor e sua maneira calma de encarar os problemas.

Encaramos juntos, ele agora como professor, o curso de madureza em Guarulhos, num projeto que merecia um estudo sobre a gestão coletiva de escola.

Por necessidades profissionais nos afastamos, mas nos visitávamos sempre.

Até que soube de sua morte estúpida: assassinado pelo síndico do prédio onde morava, um ex-militar que se dava o direito de manter uma arma em casa.

E ele morreu, nos braços da mulher e na presença das filhas, fazendo o que ele sempre fez: tentando separar uma briga que não era sua. Um seu amigo e vizinho saiu para discutir com o síndico e o Osvaldo foi separar a briga.

Só fiquei sabendo um mês depois. Até hoje acho que vou encontrar o Osvaldo com seu sorriso, caminhando nas ruas e abrindo os braços para acolher mais um amigo.

ANTONIO ALBERTO SOLIGO – padre

A última vez que vi o Soligo foi no final dos 70, onde ele relatou o seu martírio nas mãos do Fleury. Espero que ainda esteja vivo e livre de seus fantasmas.

Estivemos juntos no Seminário, ele umas 3 turmas à frente. Quando eu saí, ele já era padre.

A visão que a gente tinha dele no seminário era de um filósofo, sério, decidido, com uma fundamentação que era dificil de se acompanhar. Em resumo, um teórico, com bastante convicção no que acreditava, mas fora do dia a dia dos mortais comuns, que eramos nós. Pode ser que era apenas impressão minha.

Mas o Soligo surpreendeu a todos. De repente descobrimos que ele fora preso, logo após o AI-5, como padre operário em Osasco, junto com o padre holandês Jan Talpe, que estava introduzindo essa experiência no Brasil.

Foi torturado pela equipe do Fleury, e libertado graças à interferência de Dom Paulo Arns e do Provincial dos Camilianos e foi para o exílio.

Voltou depois, indo para Santa Catarina tentar conscientizar os pequenos proprietários de sua região da exploração da Sadia e da Perdigão sofrida por eles.

Mas como o Frei Tito, as marcas da tortura ficaram e ele tinha recorrentemente alucinações com seus torturadores. Uma médica de Rio Preto que trabalhava com o IPPH do padre Alberti de Lins, onde o Soligo estava trabalhando, testemunhou uma de suas crises e nos relatou.

Foi a última informação que tive dele.

Mas seu discurso decidido, seu despreendimento de mártir e sua coragem de herói, andam comigo esse tempo todo.

26 Respostas to “MEUS HERÓIS NÃO MORRERAM DE OVERDOSE”

  1. jarbas Says:

    Alô Edu,

    Você cita pelo menos duas pessoas que conheci: Pedrinho e Emiliano. Do primeiro não tenho lembrança, embora provavelmente tenha estado com ele em eventos do movimento estudantil secundarista na Zona Norte. Do último lembro-me bem, sobretudo de sua coragem nos jogos de futebol de salão na quadra do GEPEF (ele não era um grande jogador, mas liderava com uma vontade invejável o time da escola). Eu havia perdido a pista do Emiliano. Agora, com suas informações, vejo que ele se é jornalista e anda lá pela Bahia. Bom saber. Abraço, Jarbas.
    ET: registro enviado pelo Chiroque também faz menção ao Pedrinho.

  2. Eduardo Sposito Says:

    Jarbas,
    Tive bastante contato com a família do Emiliano, desde a época de sua prisão (graças ao trabalho da Ada) e ainda hoje mantemos contto com eles, especialmente a mãe de – a Cida – mulher corajosa também como o filho. Graças ao envolvimento dela e da Ada o Emiliano pode ter sido poupado de maiores torturas. A impetuosidade do Emiliano, como você bem lembrou, se destacou também na presidencia da Upes e depois da Ubes, o que irritou tremendamentre a repressão, fazendo com que ele fosse verdadeiramente caçado pelos homens. A própria prisão do Pedrinho se deu porque eles estavam procurando o Emiliano e Flávio (um seminarista). Procurado em São Paulo, ele fugiu para a Bahia onde foi preso pela Cenimar. Sei que sua vida na prisão não foi fácil e ele cumpriu alguns anos. Solto, acabou casando e ficando na Bahia como jornalista e atuando na política. Além dos livros. Ainda esta lá e atuante.

    Eduardo

    • Antonio Alberto Soligo Says:

      Eduardo Sposito,

      Boa noite.

      Muitas saudades, amigo e colega
      Antonio Alberto Soligo nascido em Ipoméia – Rio das Antas/SC – Brasil;residente a Rua 1922 75 801 – Centro – CEP 88330534 Balneariú Camboriu/SC – Brasil – Telefone (47)32646177 – e-mail:albertosoligo@uol.com.br – CPF 01265349851; Em longos anos meu advogado é Dr. Rubens Simões – Advocacia Rubens Simões – São Paulo. Voce encontra o endereço dele e telefones no Apontador.Boas festas de Natal, para o fim deste ano e preparação do próximo ano 2013. Como anistiado político pelo menos desde a INVASÃO DO CRUSP de forma inusitada e violenta solicite ao MINISTÈRIO DE JUSTÇA a documentação de Anistiado e seus direitos A Seguridade (Seguros e INSS), a Aposentadoria Excepcional de Anistaidos . Tendo ainda dificuldades se relacione com o Conselho Nacional de Justiça – Brasília/DF.Avise a quem mais puder. Eu consto no CARE/Centro de Assistência Religiosa do Hospital das Clínicas da FMUSP com o nome de Antônio Soligo, Se tiver ainda tempo pesquise na INTERNET e APONTADOR por meu nome em toda minha documentação:Antonio Alberto Soligo..
      FELIZ NATAL.

  3. jarbas Says:

    Edu,

    O Flávio era um companheiro constante da Catarina Meloni, levado para todas as assembléias do Crusp. E a Catarina o incentivava a falar (uma fala que revelava mais adesão a ideais que oratória bem arrumada). Era um menino corajoso. Devia ter 16 ou 17 anos em 1968. Como quase todos os seminaristas, Flavinho tinha muita disciplina e se dedicava profundamente ao movimento de resistência. Era, acho eu, um aplicado quadro da AP. Mais tarde foi para a clandestinidade. Tive notícia de que ele foi assassinado pela repressão em Fortaleza no final de 68 ou em 69. Essa notícia é verdadeira? Abraço, Jarbas.

  4. Eduardo Sposito Says:

    Jarbas,
    também ouvi falar da morte do Flavio, mas também sem confirmação.
    Ainda sobre o Emiliano, o que lhe respondi ontem, foi mais de minhas memórias. Ainda não tinha lido o site dele que o Tonhão incluiu. Parece que ele foi muito mais longe do que eu pensava. Mas, como disse, ele sempre foi impetuoso…
    Deixa eu devolver os abraços.
    Eduardo

  5. eduardo sposito Says:

    Jarbas,
    também tive essa informação sobre a morte do Flavinho, mas nunca consegui confirmação. Você citou a Catarina, era interessante a gente ter mais relatos sobre ela e outras lideranças do período que ficaram esquecidas.
    Quanto ao Emiliano, o que eu falei antes eram minhas impressões, de acordo com a memória que eu tinha dos fatos. Depois que eu li o site dele que o Tonhão incluiu no Arquivo 68, é que fiquei mais atualizado sobre ele.
    Me lembrei ainda que na época em que ele estava preso e nós estavamos tentando ajudá-lo, tivemos um troca de correspondência com ele e colegas de cela, intermediada pela mãe dele e devidamente censurada pela penitenciária. Vou ver se consigo recuperá-las

    Devolvendo os abraços,
    Eduardo

  6. Antonio Alberto Soligo Says:

    Eduardo Sposito,

    Balneário Camboriú, 18 de maio de 2008

    Estou mais velho, mas vivo, graças a Deus, tomando remédios contínuos para contornar os efeitos dos assuntos por você abordados. Muitas coisas passaram-se e alguma coisa mudou.
    As informações de que tenho de Jan H.Talpe não são boas; está sendo considerado desaparecido por seus próprios colegas belgas.

  7. Eduardo Sposito Says:

    Querido Soligo,

    Foi uma emoção muito grande ler sobre você, um dos meus heróis(sem pieguismos). (dei até uma paradinha para chorar. Deve ser a idade.)
    Desculpe pelas imprecisões(chamei o Talpe de holandês) e pela intimidade com que tratei você, mas achei que ficava bem dentro do espírito deste blog, que é o relato das vidas que fizeram aquele período. E para que os exemplos possam servir de estímulo para retomarmos algumas bandeiras destruidas e abandonadas.
    Como você diz, acho que muita coisa mudou. Mas os jovens continuam surgindo e nós podemos deixar pra eles algo mais que a desilusão que eles herdaram: os sonhos que vivemos.

    Esse nosso “encontro” diminuiu um pouco a bronca que eu tenho desse tipo de comunicação virtual, que é a internet. Serviu para que eu, você e o Chiroque pudessemos conversar um pouco.
    Um grande abraço.
    Eduardo

  8. Antonio Alberto Soligo Says:

    Eduardo Sposito,

    Você foi despejado do CRUSP, para sofrer isto tudo, depois, com novas matrículas, alojamentos, com trabalho de professor com muitos sacríficos por você mesmo relatados.
    Não seria você com os demais despejados do CRUSP vítimas da autoritarismo da ditadura militar, com direitos a reparação econômica da anistia ? Eu gostaria de conhecer sua opinião !

  9. jarbas Says:

    Caros Eduardo e Soligo,

    Entre outras coisas, este espaço está proporcionando reencontros de gente que viveu aventuras inesquecíveis nos anos sessenta. Acho que vocês dois se reencontraram aqui e fizeram contato, depois de muitos anos, com o Sigfredo Chiroque.

    Nosso amigo peruano me escreveu solicitando e-mails de vocês dois, e pedindo para encaminhar o e-mail dele. Deixo aqui o recado, esperando que vocês entrem em contato com ele, mandando e-mail e notícias. Falar nisso, o e-mail do Chiroque é:

    schiroque@ipp-peru.com

    Abraço grande, Jarbas.

  10. Antonio Alberto Soligo Says:

    Eduardo Sposito,

    Meu endereço eletronico para você e quem quiser entrar em contato: albertosoligo@uol.com.br . Chiroque correspondeu-se comigo. Extraiu ultimamente um tumor e exames constataram malignidade, localizada, porém.

  11. Antonio Alberto Soligo Says:

    Sábado, 31 de maio de 2008
    30.05.08 – MUNDO

    Direitos Humanos: O outro lado da moeda: os dados complicados do Informe 2008
    para acessar, clique aqui.

  12. Antonio Alberto Soligo Says:

    Professro e Pe. Jan Honore Talpe despejado do CRUSP em 17 de dezembro de 1968, de nacionalidade belga, mora na Holanda e está muito bem. Está notícia foi-me enviada por pessoas dele conhecidas ,após o ato dos ex-cruspianos na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo 40 anos depois…

  13. Antonio Alberto Soligo Says:

    2009: mais de 45 anos de arrocho slarial no Brasil e o salário mínimo necessário constitucional no valor já desde outubro/2008 de R$ 2.014,73.

    Pesquise na internet:
    – dieese
    – dieese cesta básica
    – dieese desemprego
    – arrocho salarial

  14. Antonio Alberto Soligo Says:

    Colegas dados por desparcidos

    OBSERVAÇÃO:

    No lugar de João Talpes leia-se Jan Honoré Talpe ou Jan Honoré/e Talpe conforme grafia utilizada pelo DEOPS e pelo PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA MILITAR FEDERAL

    1ª. Auditoria da 2ª. Circunscrição Judiciária Militar/São Paulo – Capital, Brasil

    Processo 228/69

    1. ====================================================================================

    2.

    3. Direitos Humanos – Dom Helder: Acusações e defesas’

    14 Jan 2009 … Antonio Alberto Soligo e João Talpes, presos em São Paulo; – Mário Carvalho de Jesus, o advogado dos trabalhadores de São Paulo, …
    http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=4856&Itemid=1 – 58k – Em cache – Páginas Semelhantes

  15. Antonio Alberto Soligo Says:

    ANISTIA

    Jan Honoré Talpe, belga, foi preso no começo do ano de 1969, acusado de subversão em fábricas de Osasco (SP). Depois de seis meses de prisão, foi expulso, …
    http://www.fundacaoperseuabramo.org.br/especiais/anistia/vítimas/justica.htm – 20k – Em cache – Páginas Semelhantes

  16. Antonio Alberto Soligo Says:

    Campanha de Fraternidade 2009 e os inteletuais.

    No dia 26 de fevereiro de 2009: 40 anos da abominÁvel leMbrança e memória do Decreto-lei 477, filhote do Ato INSTITUCIONAL Nº 5 DA DITADURA MILITAR QUE MANDA PERSEGUIR FUNCIONÁRIOS, ALUNOS, ENTIDADES SINDICAIS E ESTUDANTIS, PROFESSORES E INTELETUAIS NO BRFASIL INTEIRO….
    Dia 01 de março de 2009: Campanha da Faternidade Segurança Pública, Seguridade, Previdência Social, Reforma Agrária e Regorma Fundiária, Reforma Tributária e Política, Liberdade, Igualdade, Fraternidade, Solidariedade e Bem-estar, PAZ frutos da prática da justiça = JUSTIÇA É FRUTO DA PAZ.

  17. Antonio Alberto Soligo Says:

    Gente querida,
    olhem, só o seminário em que estarei participando na PUC.
    Forte abraço, Nilce.

    Saudações!
    Gente querida,
    olhem, só o seminário em que estarei participando na PUC/Porto Alegre -RS .
    Nilce
    PESQUISE NA INTERNET COM AS PALVRAS NILCE AZEVEDO CARDOSO

    Departamento de História
    “AMÉRICA LATINA INSURGENTE”
    Período: 15 a 17 de setembro
    Horário: 18:30hs às 20:30hs
    Local: Auditório Prédio 5 – PUCRS
    .

    Saudações!

  18. Antonio Alberto Soligo Says:

    Solito ajuda para publicar os resultados dos processos de anistiados políticos 3ª e 4ª. reigião.

    • Antonio Alberto Soligo Says:

      Meus advogados são Dr. Rubens Simões – e-mail:rubensim@terra.com.br;Dr.Felipemelego@hotmail em Florianópolis/SC – Brasil;carupp@mp.pr.gov.br

      • Antonio Alberto Soligo Says:

        Ao amigo e colega
        Eduardo Aparecido Sposito

        Minha Aposentadoria Excepcional de Anistiados INSS 58/125977653-6 solicitada na forma da lei da Anistia 6683 de 28 de agosto de 1979 administrativamente no INSS e judicialmente no TRF3 transitada em julgado no Processo 2004.61830020440 tem chance de continuidade para ser paga pela DATAPREV desde o mês 11/2010 .

        Antonio Alberto Soligo,
        Padre e professor Universitário…………………………………………………………………………………………………………………..]

  19. Abel Abati Says:

    Eduardo Sposito
    Acho que ainda lembras de mim.Eu e Neide fomos padrinhos de seu casamento. Parece, pelo que li, que vc escreveu um livro. É claro que quero comprar um. Me dê informações. Nosso telefone é (11)5511-0476.

  20. Noemi Osna Says:

    Fazia muito tempo que eu estava tentando localizar o
    Soligo. A gente passou um pedaço difícil em Osasco (ele muito pior) e depois nos reencontramos no Chile. Depois do Golpe Militar no Chile em 11 de setembro de 1973 eu perdi o contato. Um grande abraço a esse grande companheiro de lutas! Noemi

    • SILVERIO LUIZ SOLIGO Says:

      ANTONIO ALBERTO SOLIGO-
      Faleceu dia 16/08/2014 aos 76 anos, era casado com Terezinha Amaral, deixa os filhos: Marina, Luciana e Daniel. Seu corpo será cremado na vila Alpina em São Paulo/SP. —

      • Noemi O sna Says:

        Olá, Silvério. Estou chocada com a notícia. Tantos anos tentando falar com o Antônio…Tentei de todos os modos. Inclusive por este blog e ele nunca me deu retorno. Com certeza, não quis…. Meus sentimentos a toda a família pela perda. Eu tinha muito carinho por ele. Obrigada por me informar. Grande abraço.

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