Turma de 68

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Um de meus grandes amigos é Sigfredo Chiroque, moço de esquerda que manteve sempre sua coerência. Peruano, ele viveu algum tempo no Brasil. No texto que segue, Chiroque faz um registro sintético de suas andanças em 68. [Jarbas]

UMA EXPERIENCIA QUE CAMBIÓ MI VIDA

Sigfredo Chiroque Chunga

En 1968 tuve que salir de Sao Paulo donde estudiaba. Retorné 25 años después por azares de la vida. Después de una ponencia a la cual había sido invitado en un evento del SENAC donde laboraba mi amigo Jarbas Novelino, una señora se me acercó. Era esposa de un viejo amigo. Me mostró una postal (cartao) que yo les había enviado a inicios de 1969. Allí había escrito algo así como:

“Aquí me tienen en el Perú. Siempre en el compromiso social; pero entre dos corrientes: El resto de cristianos que me acusa de ser ‘marxista’ y el resto de marxistas que se acusa de ser ‘cristiano’…”

En el Perú de entonces, la “teología de la liberación” de Gustavo Gutiérrez era aún incipiente. Ser cristiano y comprometido usando categorías dialécticas era algo raro. Y me sentía como una de esas rarezas, a partir de mi experiencia junto con los camilianos de Brasil y al lado de otros estudiantes religiosos en el Instituto de Filosofía y Teología (IFT) de Sao Paulo.

Recuerdo mis primeros pasos en el compromiso social, desde variados espacios:

· Desde el local camiliano de Jaçana, transitaba por las calles del barrio y aledaños, visitando enfermos en sus propios domicilios. Los domingos acompañaba al sacerdote para una capilla de Corisco, donde habitaban descendientes de portugueses y japoneses. Catequizaba.

· Los días de semana iba estudiar al IFT, donde me “captaron” primero para pertenecer a la JUC y después a “Açao Popular”. De esa época, recuerdo las misas en Sao Bento, la participación en movilizaciones estudiantiles prohibidas, noches de debate en el “Ponto de Encontro”. Ya dirigente estudiantil, fui uno de los primeros directores de “Opiniao” en el IFT. Reuniones clandestinas como militante junto con otros amigos inolvidables, como Tito Alencar. Experiencias fuertes en la Uniao Estadual de Estudantes y en el Congreso de la UNE de 1968.

· Vivencias inolvidables como docente de religión en el CEDOM de Santa Ana. Quizás aquí nació mi compromiso con la educación popular y posteriormente con la Pedagogía Histórico-Crítica. Junto con estudiantes como Pedrinho, Elizabeth Lorenzzotti y tantos otros de la “Tribu del CEDOM 1968” se construyó una manera de actuar en el campo educativo. Ellos más que alumnos míos, fueron amistades y compañeros de lucha. El nexo cristianismo-marxismo era sobre todo una práctica de vida.

Hoy, la experiencia de hace 40 años, pesa en mi vida. Es parte de ella. Y se me ocurre que es como que el aliciente de encarar la vida con utopía, en una perspectiva de desarrollo integral. La práctica emancipatoria y liberadora se hizo vida en nuestras vidas, desde entonces.

13 Respostas to “Turma de 68”

  1. Antonio Alberto Soligo Says:

    UMA EXPERIENCIA QUE CAMBIÓ MI VIDA

    Sigfredo Chiroque Chunga

    Chiroque tenho muita saudades de você e do Eduardo Sposito. E muitos amis !…

  2. Eduardo Sposito Says:

    Povo todo do Arquivo 68!

    Por essa eu não esperava: receber essa mensagem carinhosa do Soligo.
    A emoção é muito grande.
    Desculpem mas eu preciso chorar…
    Eduardo

  3. jarbas Says:

    Caro Soligo,

    Não tenho certeza se lhe vi alguma vez em Jaçanã. A memória já vai falhando, confundindo pessoas e lugares… Lembro-me do padre Zé. Eu quase sempre o acompanhava em idas ao Jardim Vila Galvão na periferia de Guarulhos. Depois da missa de sábado à noite, padre Zé retornava para o Jaçanã, e eu ficava na Vila para encontros e brincadeiras dos grupos de jovens naquela perifa. Isso foi em 1966.
    Sei que você era bastante citado por meus amigos camilianos. Agora,com as crônicas do Eduardo fico sabendo de seu heroísmo. Comovente. A idéia do blog já valeu por termos descoberto você e pela oportunidade de “ouvir” a voz do Chiroque aqui neste espaço.

    Abraço grande, com muito afeto e admiração, Jarbas.

  4. Antonio Alberto Soligo Says:

    Jarbas,

    Origado pela correspondência. Minha passagem por Jaçanã de 1955 a 1964. Em 1965 estive no Rio de Janeiro, fazendo pós-graduação em Pastoral Catequética no Instituto Superior de Pastoral Catequética da CNBB/Confereência Nacional dos Bispos.

    Em 1966 fui nomeado Capelão do HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO E CAPELÃO DA PARÓQUIA universitária da Arquidiocese São Paulo. Em 1967/1968, Professor de Cultura Religiosa na PUC-SP.

    Fui preso político de 11 de fevereiro a 14 de agosto de 1969 acusado de subversão.
    Dependendo da escola que você estudava eu poderia ter sido professor de religião seu.

    Eu dei aulas de religião no Grupo Escolar de Edu Chaves. Visitava os doentes nas casas em Vila Nilo.
    Fui assistente religioso dos Marianinhos e Escoteiros na Paróquia de Santa Terezinha

  5. Antonio Alberto Soligo Says:

    Recebi informações recentes após o evento dos ex-cruspianos no dia 17 de dezembro de 2008 organizado pelo Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo apoiado ple Comissão de Direitos Humanos e pela Comissão da Educação, que o Professor e Pe. Jan Honore Talpe, cruspiano despejado, vive e está nuito bem, sendo belga, morando na Holanda.

    Solitio novas informações e consfirmação desta notícia.

  6. Antonio Alberto Soligo Says:

    Depois de mais de 40 anos de arroxo salaria comando pelos governos da ditadura militar e pós-ditadura, até data de hoje, apoio de todos(as) para que no Brasil se recebs e seja pago o salário minimo constitucional no valor de R$ 2.014,73

  7. Antonio Alberto Soligo Says:

    Aposentadoria e em especial Aposentadoria de Anistiado gera Empresa com contratção de empregados(as) domésticas que poderão receber até o salário minimo constitucional em junho no valor de R$ 2.046,00 novas contribuições para INSS e Previdência Social, descontos para novos impostos mensais. contribuição sindical, etc

  8. ana lagôa Says:

    Se o Cedom abriu para o Sig o caminho da Educação, a mim abriu as portas e as veias da América Latina para sempre. Era seu apostolado. Aprendi com ele a amar cada pedaço de terra deste continente, seu povo, sua luta, sua literatura, seus antepassados.

  9. Regina Sampaio Says:

    Puxa, que saudades do Chiroque! Alguém tem ideia de como posso entrar em contato com ele?

  10. Elizabeth Lorenzotti Says:

    Eu, Ana, Regina, entre dezenas de outros, o conhecemos no Cedom, o grande colegio estadual onde estudamos. Esses dias no Rio, reencontrei o Chiroque, depois de tantas decadas: está igualzinho, a mesma pessoa generosa e lutadora. Encontrar pessoas assim integras faz bem. Abraços a todos.

  11. Antonio Alberto Soligo Says:

    Solicito publicar o meu e-mail albertosoligo@uol.com.br e todas as publicações que na internet correspondem a Padre Antonio Alberto Soligo, Antonio ASlberto Soligo, Alberto Soligo ou a Antonio Alberto Soligo, padre, profressor universitário e danos morais

  12. Antonio Alberto Soligo Says:

    Correção
    Corrigir por favor no e-mail anterior “Aslberto” por Antonio Alberto Soligo

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