Archive for the ‘história’ Category

Repensando a Ditadura Militar Brasileira

fevereiro 7, 2011

Hoje dia 7, 21h, horário de Brasília, você confere a videopalestra ao vivo e online do professor do Instituto de História da UFRJ e editor do Blog Brasil Recente, Carlos Fico, intitulada “Operação Brother Sam”.

A Operação Brother Sam foi a força-tarefa naval enviada pelos EUA em apoio ao golpe de 1964 e só foi descoberta muitos anos depois.Na palestra, Carlos Fico indicará quem foi o militar brasileiro que atuou como canal de ligação com os norte-americanos e explicará como descobriu, em 2006, o Plano de Contingência que planejou a Brother Sam nos arquivos dos EUA.

Você poderá fazer perguntas e comentários sobre o tema no momento da videopalestra. Não deixe de participar! 20h55 acesse o Café História (www.cafehistoria.ning.com) ou o Brasil Recente (www.brasilrecente.com) e confira informações exclusivas com um dos maiores especialistas em história da ditadura militar no Brasil.

A videopalestra “Operação Brother Sam” é uma promoção da rede social Café História em parceria com o blog Brasil Recente. Não perca!

45 anos do golpe militar de 1964

março 31, 2009

Não podíamos deixar passar a data em branco. Hoje o golpe de 1964 faz aniversário. Não há nada a comemorar. Mas, recordar é preciso. A memória ajuda a não repetir os erros.

Muito se escreveu no dia de hoje sobre a efeméride. Às falas, vamos adicionar imagens. Localizamos um site (CLIO História) que reuniu fotos e outras imagens do período ditatorial.

Reproduzimos a fala que está na abertura do arquivo de imagens e outros documentos referentes à epoca:

“Esse é um país que vai pra frente,
uou, uou, uou, uou, uou…”

Há muito queremos elaborar um material sobre os “anos de chumbo”… É preciso não esquecer! Agora que tornamos disponível este material, estamos descontentes. Faltou tanto… Mas é um começo: privilegiamos as imagens, e mesmo assim sabemos que muitas faltam… Fizemos uma seleção de textos… não deu tempo para digitalizá-los!

Para junho prometemos uma atualização.

Durante a elaboração destas páginas, volta e meia voltava meus olhos para uma foto, na parede em frente ao computador. Nela, quase uma centena de pessoas rodeiam uma faixa “A UNE somos nós, nossa força, nossa voz”. A foto é de 1999: uma reunião de antigos militantes do movimento estudantil para lembrar os 20 anos da reconstrução da UNE.

“A UNE nos une, vinte anos depois”: casados, separados, carecas, mais gordos, mais velhos… Muitos se afastaram da militância política. Outros, poucos, continuam.

Esta foto deveria estar nestas páginas… Mas é a eles e a centenas de outros que lutaram contra a Ditadura que dedico este trabalho.

Para acessar o arquivo, clique aqui.

Brasil 1968 – do tiro no Calabouço ao AI-5

novembro 29, 2008

 Já publicamos, aqui, um artigo de Jeocaz Lee-Medi, GAL COSTA 1969, O ÁLBUM QUE FECHOU 1968. Em relação a 68, em seu blog ele também já publicou 1968, O ANO DE TODOS OS GRITOS; PARIS, MAIO DE 1968 e PRAGA 1968, FLORESCIMENTO E MORTE DE UMA PRIMAVERA.

Em seu último post sobre o ano, Jeocaz traça um panorâmica de 1968. Para despertar o interesse, reproduzimos, aqui, o início do artigo.

 

O ano de 1968 foi marcado pelas ebulições políticas e sociais que assolaram o mundo. A Guerra Fria instalada após a Segunda Guerra Mundial criou dogmas filosóficos, ideologias revolucionárias, e ditaduras que defenderam dois blocos políticos, o bloco americano e o bloco soviético. 1968 veio e contestou todas as ideologias e sistemas vigentes, atrás da contestação político-ideológica, os costumes sociais da sociedade ocidental vieram abaixo, trazendo novos comportamentos, inseridos na repressão dos governos ditatoriais tanto de direita, como de esquerda.

Se o mundo foi abalado, gerando os tumultos estudantis na Europa, que culminaram com as manifestações de maio em Paris, com a contestação do regime socialista na extinta Tchecoslováquia e a sua Primavera de Praga, no Brasil estas contestações não passaram despercebidas, sendo assimiladas de uma forma convulsiva que culminaria com o fechamento do Congresso Nacional em dezembro e o fio ínfimo de liberdade que ainda se podia respirar sendo finalmente estrangulado.
Liberdade comportamental não rimava com um governo ditatorial. (…)

Para continuar a leitura, clique aqui

31 de março de 1964

novembro 13, 2008

por Eduardo Galeano

31 de marzo de 1964
Río de Janeiro

golpe

«Hay nubes sombrías», dice Lincoln Gordon:

—Nubes sombrías se ciernen sobre nuestros intereses económicos en Brasil…

El presidente João Goulart acaba de anunciar la reforma agraria, la nacionalización de las refinerías de petróleo y el fin de la evasión de capitales; y el embajador de los Estados Unidos, indignado, lo ataca a viva voz.

Desde la embajada, palabras de dinero caen sobre los envenenadores de la opinión pública y los militares que preparan el cuartelazo.
Se difunde por todos los medios un manifiesto que pide a gritos el golpe de Estado. Hasta el Club de Leones estampa su firma al pie.

Diez años después del suicidio de Vargas, resuenan, multiplicados, los mismos clamores. Políticos y periodistas llaman al uniformado mesías capaz de poner orden en este caos. La televisión difunde películas que muestran muros de Berlín cortando en dos a las ciudades brasileñas.

Diarios y radios exaltan las virtudes del capital privado, que convierte los desiertos en oasis, y los méritos de las fuerzas armadas, que evitan que los comunistas se roben el agua. La Marcha de la Familia con Dios por la Libertad pide piedad al Cielo, desde las avenidas de las principales ciudades.

El embajador Lincoln Gordon denuncia la conspiración comunista: el estanciero Goulart está traicionando a su clase a la hora de elegir entre los devoradores y los devorados, entre los opinadores y los opinados, entre la libertad del dinero y la libertad de la gente.

em português:

31 de março de 1964
Rio de Janeiro

gordon2

” Há nuvens sombrias”, diz Lincoln Gordon:
– Nuvens sombrias se formam sobre nossos interesses econômicos no Brasil…

O presidente João Goulart acaba de anunciar a reforma agrária, a nacionalização das refinarias de petróleo e o fim da evasão de capitais; e o embaixador dos EUA, o ataca de viva voz.

Da embaixada, palavras de dinheiro caem sobre os envenenadores da opinião pública e os militares se preparam para a quartelada.

Se difunde por todos os meios um manifesto que pede a gritos o golpe de Estado. Até o Lions Club coloca sua assinatura embaixo.

Dez anos depois do suicídio de Vargas, ressoam, multiplicados, os mesmos clamores. Políticos e periodistas chamam o uniformizado messias capaz de por ordem nesse caos. A televisão difunde filmes que mostram muros de Berlim cortando em duas as cidades brasileiras.

Diários e rádios exaltam as virtudes do capital privado, que converte os desertos em oásis, e os méritos das Forças Armadas, que evitam que os comunistas roubem a água. A Marcha da Família com Deus pela Liberdade pede piedade ao Céu, desde as avenidas das principais cidades.

O embaixador Lincoln Gordon denuncia a conspiração comunista: o fazendeiro Goulart está traindo sua classe na hora de escolher entre devoradores e devorados, entre opinadores e opinados, entre a liberdade do dinheiro e a liberdade do povo.


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