Por Olga M.Salati M. Moraes
Gostei demais dessa idéia!
Espero que este blog possa refletir a aventura que foi viver os anos 60: a intensidade das intermináveis assembléias, onde aprendemos a encaminhar questões, palavras de ordem…
E as passeatas pelas ruas de Rio Claro city? Ah, as passeatas, onde protestávamos contra .. o que mesmo? Talvez tudo: educação conservadora, imperialismo americano, ditadura militar. Tenho na memória alguns bordões: Mais pão, menos canhão! Fora, MEC/USAID, Vagas para todos.
Muitíssimo jovens, fomos amadurecendo nesse clima efervescente, oras mais oras menos conscientes de que por trás da aparente “apenas rebeldia” da idade, provocamos e muito as estruturas e promovemos significativas interferências/mudanças nas questões educacionais.
Êita geração que marcou presença, não? E estreitou e alicerçou grandes amizades!
Três palavras marcaram meus anos 60: Coerência, Realidade e Ação, não necessariamente nessa ordem e necessária e exaustivamente questionadas em todas as suas dimensões e sentidos.
E, se não ponho ponto, a prosa num termina, pois lembro de Alfredo, Otto, Abílio, Raul (lembra “daquilo infiltrado” denominado Raul????) e tantos outros…
Valeu, colega!
Abraços,
Saudações “fafianas”,
Olguinha Salati
Tags: 1968, assembléias, Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Rio Claro, MEC, movimento estudantil, passeata, USAID

Agosto 26, 2008 às 10:23 am |
Olguinha
Como o seu texto era uma mistura de comentário e artigo, resolvi promovê-lo a Post, inclusive como forma de incentivar a continuidade da participação. No comentário em que me autoriza a fazê-lo, você se refere a uma foto. Não sei se é a que tenho. Em todo caso, você pode pedir ao Francisco para incluí-la no texto (como autor registrado e ainda ausente, ele tem acesso à edição) ou remetê-la por e.mail que eu a incluo no post. Acho muito interessante o registro visual de como éramos “perigosos” então.
Abração
Küller
Agosto 26, 2008 às 10:25 pm |
Olguinha
A sua foto era a mesma que eu tinha. Viu que revolucionários perigosos que éramos?
Abraço
Küller
Agosto 27, 2008 às 6:23 pm |
O Küller acha que “os revolucionários” que lutavam contra a ditadura, inclusive os que o fizeram de armas na mão tinham cara de “revolucionários perigosos?”. Na década de 60 éramos apenas jovens idealistas e adolescentes muitos dos quais não aceitaram viver sob uma ditadura militar.
Outros nem tanto.
Na verdade cada um seguiu um caminho, de acordo com suas personalidades e/ou convicções.
Poucos optaram pelo confronto. Armado ou não. Uma boa parte nem sequer se incomodou e outra ainda, apoiou o golpe e a ditadura.
Agosto 27, 2008 às 6:51 pm |
Já fiz minha “provocação” agora vamos às “efemérides”.
A foto é uma beleza. Eu mesmo reconheci vários colegas, apesar de não ser dessa turma. Ali agachados estão, salvo engano, nessa ordem: o Küller, o Chico e a Olguinha. A primeira, em pé da direita para a esquerda é a Marília. A “mocinha” ao lado da Marília é a Sandra?
A Olguinha poderia ajudar e nomear os demais?
Agosto 28, 2008 às 1:32 pm |
Meninos de Rio Claro,
Adorei a foto. Os modelitos da época são fantásticos. Reparem naquela mocinha da esquerda, com bolsa na mão. O vestidinho é padrão. Lindo de morrer e capaz de atiçar minhas melhores memórias sobre beleza das garotas dos sessenta. Quero mais, Jarbas.
Agosto 29, 2008 às 12:01 am |
Caro Küller, esta é “aquela” foto: la única que tengo, de um pequeno grupo da turma. Máquina fotográfica era coisa rara entre nós: desconheço quem fêz este incrível registro. Felizmente consegui obter e guardar esta cópia, que distribui a aos colegas na reunião de 25 anos de formados.
Identificando, a partir da esquerda: 1º pelotão – Küller, Chico e Olguinha. Em pé:Antonieta (Tunê), Júlia (ou sua irmã gêmea), Conceição, Beth Aguiar, Edna Biagi(a cara da Bete Mendes, na época), Regina, Edna (evadida), Beth Meneghin, Solange e Marielza (entre Chico e Olga, olhando prá trás). Jarbas, ah, os modelitos! Meninas de vestido curto/curtinho, sapatos bico fino, jabôs, listras, cores fortes. Já os meninos: calça de brim (Farwest mesmo), xadrez ou social. Lindos!
Agosto 29, 2008 às 2:46 pm |
Tonhão
Em relação à sua provoção, tenho duas coisas a dizer:
1. Perceba a ironia, a ironia…
2. Não vou discutir as suas afirmações posteriores, para não estragar a matéria de vários posts futuros que estou premeditando. Me aguarde, me aguarde…
Um abração
Küller
Agosto 30, 2008 às 1:47 pm |
Eu percebi a ironia. Sei que você não acredita que “cara faz coração”.
Mas ignorei sua ironia propositalmente. Afinal, não é outra ironia o fato de que era assim que a propaganda da ditadura travava os “perigosos revolucionários” ?