Essa entrada foi postada em Maio 21, 2008 às 11:23 am sob a(s) categoria(s) música. Você pode acompanhar as respostas desse post através do RSS 2.0feed.
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Como diz o Edu, talvez a gente consiga deixar nossos sonhos de herança para as novas gerações. O garoto aí é uma esperança.
Ao ver o VT, me veio a impressão que esse moleque tem a síndrome de Williams, uma condição genética que faz de seus portadores gente apaixonada por música (cf. Alucinações Musicais, de Oliver Sacks, Companhia das Letras – vale a leitura). Jarbas.
“Jovens completamente desinformados nunca ouviram de Vladimir Herzog ou João Goulart. Eles não têm culpa, a culpa é das elites que preferem omitir os fatos ou manipulá-los.”
Esse é o primeiro parágrafo de artigo de Mário Augusto Jakobskind que pode ser ligo na íntegra clicando aqui.
A música é realmente uma coisa mágica.
Queria falar sobre os Beatles, um fenomeno que motiva até as gerações atuais. Conheço garotos que sabem tudo sobre os Beatles, cantam musicas que nem conheço e sabem a biografia toda dos 4.
Me lembro, que apesar de toda “postura revolucionária” que a gente assumia, aqueles 3 “reacionários” de Liverpool, comandados pelo Lennon,mexia com a gente.
Não dava pra ficar indiferente aos acordes iniciais daquelas letras melosas de “I want to hold your hand”, “Love me do”, “A hard days night”…E acompanhar toda evolução posterior nos LPs mais cults e que indicavam o caminho para o Rock posterior.
Depois do fim deles, restou acompanhar o Lennon do “Imagine” e do “The Dream is Over”, até sua morte estúpida.
A força da música deles pra mim ainda é um mistério. Talvez o espírito da época tenha facilitado sua penetração.
Engraçado, me veio agora: o conjunto que se desfez há mais de 30 anos, exerce mais influencia que os Stones “vivos” até hoje.
Em todo caso, sou meio suspeito. Tenho uma bonita história de quase-amor, relacionada com o segundo Lp nacional – o “Beatles Again”. Essa só dá pra contar no “Naquela mesa”. Mas só presencial.
Em tempo: lembrei que eu tocava orgão nas missas de defunto e o maior sucesso depois da “Serenata” de Schubert, era o “And I love her” dos Beatles
Eduardo
Realmente, para a juventude empenhada na luta contra a ditadura, na segunda metade da década de 60, os Beatles se confundiam com o imperialismo americano que naquele período apoiava o Golpe e lhe dava sustentação política internacional.
O rock era uma expressão acabada da “cultura americana” e portanto um dos instrumentos de dominação cultural a que estávamos submetidos.
E os Beatles faziam parte desse movimento, portanto eram “reacionários”.
E isso de certa forma foi estendido à Jovem Guarda, que “macaqueava” a música e artistas ingleses ou americanos. Tivemos inclusive um “cover” dos Beatles que interpretava suas músicas em versões para o português: o grupo RENATO E SEUS BLUE CAPS.
A juventude universitária e particularmente a “de esquerda” se identificou com a Tropicália e com as chamadas “canções de protesto” personificadas pelo compositor e cantor Geraldo Vandré, que os festivais da canção abrigaram.
Por vários motivos, simples ou complexos, foi uma época de extremos e nós jovens fazíamos escolhas radicais.
Maio 21, 2008 às 11:28 pm |
Como diz o Edu, talvez a gente consiga deixar nossos sonhos de herança para as novas gerações. O garoto aí é uma esperança.
Ao ver o VT, me veio a impressão que esse moleque tem a síndrome de Williams, uma condição genética que faz de seus portadores gente apaixonada por música (cf. Alucinações Musicais, de Oliver Sacks, Companhia das Letras – vale a leitura). Jarbas.
Maio 22, 2008 às 1:43 am |
Por outro lado:
“Jovens completamente desinformados nunca ouviram de Vladimir Herzog ou João Goulart. Eles não têm culpa, a culpa é das elites que preferem omitir os fatos ou manipulá-los.”
Esse é o primeiro parágrafo de artigo de Mário Augusto Jakobskind que pode ser ligo na íntegra clicando aqui.
Maio 23, 2008 às 12:28 pm |
A música é realmente uma coisa mágica.
Queria falar sobre os Beatles, um fenomeno que motiva até as gerações atuais. Conheço garotos que sabem tudo sobre os Beatles, cantam musicas que nem conheço e sabem a biografia toda dos 4.
Me lembro, que apesar de toda “postura revolucionária” que a gente assumia, aqueles 3 “reacionários” de Liverpool, comandados pelo Lennon,mexia com a gente.
Não dava pra ficar indiferente aos acordes iniciais daquelas letras melosas de “I want to hold your hand”, “Love me do”, “A hard days night”…E acompanhar toda evolução posterior nos LPs mais cults e que indicavam o caminho para o Rock posterior.
Depois do fim deles, restou acompanhar o Lennon do “Imagine” e do “The Dream is Over”, até sua morte estúpida.
A força da música deles pra mim ainda é um mistério. Talvez o espírito da época tenha facilitado sua penetração.
Engraçado, me veio agora: o conjunto que se desfez há mais de 30 anos, exerce mais influencia que os Stones “vivos” até hoje.
Em todo caso, sou meio suspeito. Tenho uma bonita história de quase-amor, relacionada com o segundo Lp nacional – o “Beatles Again”. Essa só dá pra contar no “Naquela mesa”. Mas só presencial.
Em tempo: lembrei que eu tocava orgão nas missas de defunto e o maior sucesso depois da “Serenata” de Schubert, era o “And I love her” dos Beatles
Eduardo
Maio 23, 2008 às 5:22 pm |
Realmente, para a juventude empenhada na luta contra a ditadura, na segunda metade da década de 60, os Beatles se confundiam com o imperialismo americano que naquele período apoiava o Golpe e lhe dava sustentação política internacional.
O rock era uma expressão acabada da “cultura americana” e portanto um dos instrumentos de dominação cultural a que estávamos submetidos.
E os Beatles faziam parte desse movimento, portanto eram “reacionários”.
E isso de certa forma foi estendido à Jovem Guarda, que “macaqueava” a música e artistas ingleses ou americanos. Tivemos inclusive um “cover” dos Beatles que interpretava suas músicas em versões para o português: o grupo RENATO E SEUS BLUE CAPS.
A juventude universitária e particularmente a “de esquerda” se identificou com a Tropicália e com as chamadas “canções de protesto” personificadas pelo compositor e cantor Geraldo Vandré, que os festivais da canção abrigaram.
Por vários motivos, simples ou complexos, foi uma época de extremos e nós jovens fazíamos escolhas radicais.