Posto aqui a cena final de Planeta dos Macacos, grande filme de 1968. Assisti ao dito cujo no Cine Ouro, ali no Largo Paissandu. Tive uma longa conversa sobre o Planeta, com meu amigo Cid, da engenharia do Mackenzie. Ele, marxista, fazia uma crítica severa ao pessimismo do filme. Afinal de contas, a crença marxista previa um futuro mais humano e justo. O Planeta dos Macacos sugeria um fim inglório para a humanidade. Faz tempo que não vejo o Cid, um grande cara. Sensível. Lutador. Fiel aos ideiais de nossos tempos de combate à ditadura.
Jarbas
Março 4, 2008 às 2:14 pm |
Bela cena, mas, realmente, de um pessimismo assustador e apocalíptico.
Hoje o ator Chalton Heston, também o Moísés do famoso filme de Cecil B. de Mille, Os dez mandamentos, é presidente da sinistra National Rifle Association of America que defende com unhas e dentes o uso de armas de fogo pelos cidadãos americanos e as facilidades para se comprar armas e munição como se compra pão.
Voltando à cena em questão, notem que ela termina com o Heston dizendo: Ohh…my God! Ocorre que ele usa essa expressão em uma porção de filmes os quais estrelou. Será que ficou viciado nela quando fez o papel de Moisés em Os dez mandamentos?
Março 4, 2008 às 10:48 pm |
Li hoje, numa reportagem sobre um poeta irlandês que um dos sonhos do homem era ser Deus na França. Razão: lá ninguém acredita mais Nele. Seria uma vida de grande sossego. Sem ninguém a perturbar. Estes poetas têm mesmo saídas geniais!
Abraço, Jarbas.